Dezenas de milhares pedem democracia no Barein

Dezenas de milhares de barenitas foram às ruas na sexta-feira para exigir reformas democráticas no reino, no maior protesto em um ano de turbulências no país, importante aliado dos EUA no golfo Pérsico.

REUTERS

09 Março 2012 | 20h54

A passeata começou em uma rodovia próxima a Manama, a capital, atendendo a uma convocação do clérigo xiita Isa Qassim.

Um blog transmitiu ao vivo imagens dos manifestantes levando cartazes contra a "ditadura" e exigindo a libertação de presos políticos.

"Estamos aqui por nossas exigências justas, sobre as quais não podemos fazer concessões, e nos aferramos a elas porque nos sacrificamos por elas", disse Qassim antes da passeata, no seu sermão semanal na aldeia de Diraz.

Qassim e outros clérigos xiitas comandaram a passeata. Os xiitas são maioria no Barein, e se dizem discriminados pela monarquia sunita. No ano passado, o governo pediu ajuda militar saudita para esmagar manifestações, mas nos últimos meses, sob pressão ocidental, tem sido mais tolerante.

"É a maior manifestação no último ano. Eu diria que pode superar os 100 mil (participantes)", disse um fotógrafo da Reuters depois de ver a multidão tomar a rodovia Budaiya na região de Diraz e Saar, a oeste da capital.

Mais tarde, centenas de manifestantes se desgarraram da passeata e pegaram a rodovia que leva a Manama, na esperança de reocupar a praça da Pérola, onde oposicionistas passaram um mês acampados no ano passado.

Ativistas disseram que a tropa de choque que bloqueava a rodovia disparou gás lacrimogêneo contra o grupo, e o Ministério do Interior relatou que os manifestantes atiravam pedras. Os confrontos na área prosseguiram por mais de uma hora.

De acordo com ativistas, houve mais confrontos com a polícia posteriormente no bairro de Makharqa, na capital, e na aldeia de Eker, a sudeste.

Em outros pontos do pequeno país, os manifestantes se dispersaram pacificamente.

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