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Dezenas morrem em ataque aéreo a padaria no centro da Síria

Ativistas disseram que mais de mil pessoas estavam fazendo fila no local, em Hama

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23 Dezembro 2012 | 14h13

BEIRUTE - Dezenas de pessoas foram mortas e feridas neste domingo, 23, em um ataque aéreo a uma padaria na província de Hama, no centro da Síria, dizem ativistas, relatando até 200 mortes.

"Não há como saber quantas pessoas foram mortas. Quando eu cheguei lá, só conseguia ver pilhas de corpos espalhados pelo chão. Havia mulheres e crianças", disse o ativista Samer al-Hamawi, da cidade de Halfaya, onde ocorreu o ataque. "Também há dezenas de pessoas feridas."

Halfaya foi capturada por rebeldes na semana passada como parte de uma campanha de expansão para novos territórios na revolta de 21 meses contra o presidente Bashar Assad. Outro ativista afirmou que moradores estavam analisando os corpos e determinando quais estavam feridos e quais estavam mortos.

Hamawi, que falou por meio do Skype, enviou um vídeo da cena, que mostra dezenas de corpos cobertos por poeira alinhados próximo a uma pilha de destroços, ao lado de uma construção de concreto com paredes enegrecidas.

O som de pessoas gritando podia ser ouvido no vídeo, enquanto alguns homens corriam para a cena em motocicletas e alguns moradores se afastavam, mancando. A autenticidade do vídeo não pôde ser imediatamente verificada. O governo restringe o acesso da mídia na Síria.

Ativistas disseram que mais de mil pessoas estavam fazendo fila na padaria. Falta de combustíveis e farinha tornaram a produção de pão errática ao longo do país, e as pessoas geralmente esperam horas para comprar pão.

A organização localizada em Nova York Observatório dos Direitos Humanos condenou ataques militares aéreos a padarias mais cedo neste ano, argumentando que em alguns incidentes os militares não estavam usando precisão suficiente para mirar bases rebeldes e em outros casos, podem ter atingido civis conscientemente.

"Não havíamos recebido farinha há cerca de três dias, então todos estavam indo à padaria hoje, e muitos deles eram mulheres e crianças", disse Hamawi. "Eu ainda não sei se meus parentes estão entre os mortos."

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