DF tem maior Índice de Desenvolvimento Juvenil do País

Índice avalia educação, saúde e renda sob a perspectiva da juventude; São Paulo fica em terceiro no ranking

LISANDRA PARAGUASSU, Agencia Estado

19 de dezembro de 2007 | 11h28

A terceira edição do Índice de Desenvolvimento Juvenil (IDJ), medida agora em 2007, e preparada pelo pesquisador Julio Jacobo Waiselfizs, mostrou que as mortes violentas caíram, a desigualdade social diminuiu e a educação mostra avanços no País. A região com o melhor IDJ do País foi o de Brasília, o Distrito Federal, com a pontuação de 0,666.Confira o IDJ dos Estados e a evolução históricaRelatório na íntegra (PDF) Santa Catarina vem em segundo lugar, com 0,647. Na terceira posição está São Paulo, com 0,626; em quarto lugar o Rio Grande do Sul, com 0,616; e em quinto lugar, Minas Gerais, com 0,567. A pontuação máxima do IDJ é de 1 ponto.   O pior IDJ foi Alagoas com o IDJ de 0,367, e Pernambuco é o penúltimo com 0,394.   "Há sinais de evolução, em especial na área de saúde. Ainda é um processo vacilante, mas mostra que há condições para que se melhore mais", afirmou Waiselfizs. As melhorias se concentram na educação e na saúde, onde, pela primeira vez desde 2003, alguns Estados, como São Paulo, mostraram redução nos casos de mortes violentas de jovens.   "Não é homogêneo. Há muitas diferenças, houve aumento em alguns lugares, mas existem pontos de queda", explicou o pesquisador.   A pesquisa identificou queda no analfabetismo juvenil e aumento no fluxo escolar, principalmente no ensino fundamental.   Violência   O Distrito Federal, com bons índices de educação e uma renda alta, é a unidade da federação com o melhor IDJ do País. É a melhor região do Brasil para um jovem viver, mas escorrega na violência.   Quando se olha apenas a questão de saúde, o DF cai para 23º. Com 96,7 mortes por 100 mil habitantes entre os jovens, a capital do País tem uma das maiores taxas de mortes violentas, mesmo tendo melhorado entre 2005 e 2007.   No outro extremo, o pior, Alagoas combina resultados ruins em todas as áreas. Os jovens alagoanos vivem em famílias com a menor renda per capita do País, têm os piores índices de educação e também não vão bem em saúde. A taxa de mortalidade é de 138 jovens assassinados a cada 100 mil.

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