Diarista perdeu um filho, apesar do pré-natal

RIO

, O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2010 | 00h00

A diarista Valéria Lopes Corrêa, de 36 anos, estava entre o sétimo e o oitavo mês de gravidez do segundo filho, em setembro de 1999, quando entrou em trabalho de parto.

Havia sido uma gestação conturbada, com brigas com o ex-companheiro e oscilação da pressão arterial. Quando o menino nasceu, ela não ouviu o choro. Estava morto.

"Fiz o pré-natal direitinho, fiz ultrassonografia, o médico media a barriga, parecia que estava tudo bem. Só que eu me aborrecia, passei mal à beça, a pressão subia muito. Mas diziam que tudo estava normal", conta.

A diarista mal viu o filho. Estava internada quando ele foi enterrado. "Eu só fazia chorar. Não podia ver criança nem bebezinho na rua. Fiquei pele e osso", lembra.

Três anos depois, engravidou novamente. Fez o pré-natal em outra unidade de saúde. "Morria de medo de perder a neném", conta ela, que é mãe de três meninas: Taiane, de 16 anos, Beatriz, de 7, e Vitória, de 3. / C.T.

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