Dicas preciosas Ilhas acessíveis

De acordo com a legislação brasileira, um ambiente acessível para cadeirantes precisa ter rampas quando há desnível no piso, elevadores adequados, vagas de estacionamento reservadas, balcões de atendimento com pelo menos uma parte da superfície mais baixa e sanitários especiais. A secretária executiva da Comissão Permanente de Acessibilidade da prefeitura, Silvana Cambiaghi, diz que "os shoppings da cidade são as edificações mais acessíveis que temos". No entanto, existem problemas pontuais que precisam ser fiscalizados continuamente. Um exemplo? Portas. Elas não podem ter nenhuma obstrução à passagem de um cadeirante ou ser pesadas demais. O ideal, seriam portas automáticas. Em relação aos banheiros, a simples existência de cabines para deficientes não fazem deles ambientes acessíveis. A experiência mostra que os banheiros "familiares" têm se mostrado alternativas mais eficientes, já que permitem que pessoas de qualquer sexo entrem para ajudar o portador de deficiência. Apesar do esforço dos shoppings, alguns problemas fogem do controle das administradoras. A falta de respeito com as vagas especiais demarcadas nos estacionamentos é um deles. Nesse caso, é necessário investimento em fiscalização. Pequenas conquistas nessa área são os valets que já reservam parte das vagas para cadeirantes e os triciclos motorizados que alguns shoppings oferecem aos clientes. Mas basta sair dos centros de compras para ver situação diferente na maioria dos bairros da cidade. Os shoppings até parecem ter se transformado em ilhas de acessibilidade.

O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2012 | 03h14

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