Dificuldade de locomoção

A localização da área de ortopedia do Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo é cômica, não fosse trágica.

, O Estadao de S.Paulo

31 Outubro 2009 | 00h00

O edifício está localizado entre duas ladeiras. A que sobe se inicia no final da Rua Arthur Azevedo e a que desce, na Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar. Basta ficar ali por uns dois ou três dias para flagrar as mais inusitadas situações: doentes com cadeiras de rodas, muletas, pernas engessadas passando por um suplício inaceitável!

JOÃO VIEIRA

São Paulo

A Assessoria de Imprensa do Núcleo de Comunicação Institucional do Hospital das Clínicas (FMUSP) diz que compartilha da preocupação do leitor em relação aos pacientes que seguem a pé da Avenida Dr. Enéas de Carvalho Aguiar e descem a ladeira rumo ao Instituto de Ortopedia. Informa que há duas árvores próximas no meio da calçada do lado direito, há pelo menos 40 anos, que estão sob proteção da legislação ambiental. Não podem ser removidas e, mesmo a poda, exige autorização da

Prefeitura. O Hospital tem registros de pedidos feitos às autoridades municipais e solicitações à Escola de Enfermagem da USP - prédio fronteiriço à calçada. Aos pacientes, o HC sugere que, em vez da calçada do lado direito, utilizem a calçada do lado esquerdo, que também conduz ao Instituto de Ortopedia e tem espaço mais amplo, o que evita transtornos e comporta o fluxo de usuários do hospital.

O leitor diz: A resposta não me convence. A solução não seria retirar as árvores, mas reduzir o acesso dos automóveis para uma única pista, ampliando a calçada ao redor delas.

Cabos soltos

No dia 30 de setembro um carro bateu num poste próximo da minha casa, na Rua Arizona, no bairro Brooklin Novo. Era o fim de um sequestro, noticiado pela imprensa. Depois de 24 horas, a Eletropaulo trocou o poste e restabeleceu a energia elétrica. No entanto, os fios e/ou os cabos de telefonia foram mal e porcamente amarrados e deixados soltos perto do poste. Felizmente, a comunicação não foi interrompida! Fiz reclamações à Telefônica, à NET, etc., sobre a necessidade de virem fazer os reparos, mas nada foi feito. É um descaso e creio que outros moradores da rua também já reclamaram. Será que somente em 2010 algo será feito?

FERNANDO GOMEZ CARMONA

São Paulo

Andrea Campos, da Gestão de Clientes da NET São Paulo, diz que a empresa entrou em contato com o sr. Carmona, em 26 de outubro, informando que será encaminhada uma equipe técnica para fazer a vistoria no local.

A Telefônica não respondeu.

Desconforto em voo

No dia 20 de setembro peguei o voo da Gol vindo de Buenos Aires a São Paulo. O desrespeito ao consumidor chegou a seu limite. Por uma ridícula configuração, a aeronave estava abarrotada de poltronas, com certeza num número muito acima do recomendável. Não se podia nem ao menos entrar entre os bancos para se sentar. Situação criada em benefício de interesses econômicos em detrimento da dignidade humana. Além disso, a poltrona reclinava bem pouco, sendo tal o desconforto que quase o encosto esbarrava nas cabeças dos passageiros das fileiras imediatamente atrás.

Mais um engodo ao cidadão.

MARCO ANTONIO MOURA DE CASTRO

São Paulo

A Central de Relacionamento com o Cliente da GOL de São Paulo informa que as poltronas são configuradas obedecendo rigorosamente as normas de segurança tanto do fabricante quanto dos órgãos nacionais e internacionais que regulamentam a aviação comercial. A companhia informa que no trecho entre São Paulo e Buenos Aires oferece um voo diário (operado pela marca Varig) com a classe Comfort, que disponibiliza uma série de diferenciais aos clientes, como maior espaço entre poltronas e mais

privacidade a bordo.

Um ano depois...

Já faz um ano que solicitei à CET um semáforo de pedestres para a confluência das Avenidas Cruzeiro do Sul com Ataliba Leonel, no bairro de Santana, pois se trata de um cruzamento bem perigoso. A CET chegou a informar que a instalação estava na fila dos serviços, mas tenho ligado todos os meses e a desculpa é de que não há previsão. Se pelo menos a CET regulasse os semáforos das avenidas da cidade, para que permanecessem 20 segundos no vermelho, já ajudaria bastante. Será que isso é tão difícil? Para onde vai o dinheiro das multas? Não teria de ser aplicado em benefício do trânsito?

WALDECY ANTONIO SIMÕES

São Paulo

A CET não respondeu.

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