Diga-me onde cozinhas...

Projetos com a cara dos donos | Acessórios que mantêm tudo no lugar O fogão ideal para cada cozinheiro | 7 razões para perder o medo das cores

Camila Hessel / REPORTAGEM,

26 de fevereiro de 2011 | 16h00

Você desiste da ideia de cozinhar só de pensar na trabalheira que dá trazer os ingredientes para dentro de casa? Sem espaço no balcão ou sobre a pia para tantas sacolas, você as espalha pelo chão e, a caminho da geladeira, tropeça em uma delas e derruba a garrafa de azeite que acabou de comprar? Ou, menos desastrado, só rejeita a hipótese de passar mais de uma hora isolado?

O problema não é você, mas sim a sua cozinha - que precisa de um extreme makeover. A quantidade exata de armários para guardar todos os seus utensílios, uma superfície de trabalho bem iluminada e próxima ao fogão, além de eletrodomésticos eficientes (e bonitos) podem transformar a sua prisão doméstica no coração do lar. Para ajudá-lo nesse processo, preparamos esta reportagem especial, que aborda os elementos-chave para o desenho do espaço ideal: do layout do ambiente ao fogão mais adequado aos hábitos do cozinheiro, passando por cozinhas bem projetadas, que estimulam a criatividade de seus proprietários.

Nas próximas duas páginas, nos atemos ao layout do ambiente. “Qualquer cozinha tem de ter um triângulo de trabalho, formado por pia, geladeira e fogão”, diz Yara Cianci, arquiteta e consultora de planejamento de cozinhas. “A posição de cada um desses elementos determina a distância dos percursos que o cozinheiro tem de fazer e, consequentemente, o seu conforto.” Yara explica que a moda das ilhas e bancadas centrais é, na verdade, uma evolução do entendimento do uso desse espaço.

Gabriel Kogan, do studiomk27, ressalta o aspecto funcional das bancadas centrais, privilegiadas nos projetos do escritório em que trabalha (um deles é detalhado no alto, à direita). “Há mais área de apoio e ela é mais prática de se trabalhar: basta ver que quase todos os restaurantes utilizam esse formato”, diz ele. “Ela também permite maior interação com a área social, evitando que quem cozinhe fique isolado.”

Uma vantagem desse tipo de distribuição, que ajuda a entender porque ela é a preferida dos arquitetos, é a otimização dos espaços. “Na cozinha quadradinha de antigamente a porção central ficava vazia, desperdiçando metragem”, diz Yara. Uma boa solução para quem tem uma dessas e não cogita derrubar as paredes é transformar uma mesa em ilha de trabalho.

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