Dilma afirma que escolha de Erenice coube a Lula

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, manteve nesta terça-feira a postura de distanciamento da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, afirmando que coube ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a decisão de indicá-la para o cargo.

REUTERS

21 de setembro de 2010 | 20h12

"Naquele momento da mudança dos ministérios, o presidente Lula definiu um critério, que a sucessão seria pelos secretários-executivos. Isso foi generalizado na Esplanada", disse Dilma a jornalistas.

Ela também mencionou que é preciso fortalecer as instituições. "Você não pode apostar nas virtudes dos homens e das mulheres porque eles são falhos. Você tem que apostar na virtude das instituições", disse Dilma.

Ex-braço direito de Dilma na Casa Civil, Erenice substituiu a petista em março.

"Eu acho que antes de qualquer coisa a gente tem que aprender que é necessário investigar rigorosamente, doa a quem doer, e só ai condenar. Condenar antecipadamente não dá certo", afirmou.

As declarações forma dadas no Farol da Barra, cartão postal de Salvador (BA), onde gravou cenas para a propaganda gratuita de TV.

Na manhã desta terça-feira, no programa Bom Dia Brasil da Rede Globo, Dilma afirmou que não pode ser responsabilizada pelos atos do filho ou de parente de alguém, referindo-se a Israel Guerra, filho de Erenice, que pediu demissão na semana passada após denúncias de tráfico de influência na pasta.

Quanto à sucessão na Bahia, Dilma disse que está próxima do governador Jaques Wagner (PT), que postula a reeleição, citando o mau posicionamento nas pesquisas do candidato Geddel Vieira Lima (PMDB).

(Reportagem de Jacqueline Addans)

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