Dilma busca mais eficiência na execução do PAC2, diz ministra

A exemplo do que pretende fazer na administração pública, exigindo dos ministros que façam mais com menos dinheiro, a presidente Dilma Rousseff pretende tornar a gestão e a execução do PAC2 mais eficiente, afirmou nesta quinta-feira a ministra do Planejamento.

REUTERS

20 de janeiro de 2011 | 15h38

Após reunião setorial da área de infraestrutura com a presidente e 17 ministros, Miriam Belchior explicou, que a ideia é aproveitar a experiência adquirida na execução da primeira versão do Programa de Aceleração do Crescimento para superar dois desafios: acelerar os procedimentos internos do governo e aprimorar o monitoramento de obras.

"Nós começamos os trabalhos com um balanço do que foi o PAC1 para que a gente consiga fazer um PAC2 com tanto sucesso quanto o PAC1, mas com menos suor do que fizemos nos primeiros anos", disse a ministra a jornalistas.

De acordo com ela, a presidente apresentou por cerca de 30 minutos uma reflexão sobre a primeira edição do PAC, relembrou as dificuldades na execução do programa e reforçou a importância da estrutura do PAC como um modelo de gestão que quer ampliar para outras áreas do governo.

Durante a reunião, foi determinada outra mudança: os relatórios do PAC, anteriormente apresentados de quatro em quatro meses, passarão a ser divulgados semestralmente. A previsão da ministra é de que o PAC2 passe a ser executado em março deste ano.

A reunião desta quinta-feira foi a primeira conjunta da área de infraestrutura do governo. Uma das primeiras medidas da presidente Dilma foi dividir o Executivo em quatro fóruns setoriais com o objetivo de tornar a gestão pública mais eficiente.

O encontro desta manhã envolveu vários ministérios, como Portos, Transportes, Defesa e Meio Ambiente, além dos presidentes da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, do Banco Nacional de desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, e da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.

CHUVAS E CORTES

Miriam Belchior afirmou também que o plano prevê o investimento de 1 bilhão de reais para áreas de encosta, como as atingidas por fortes chuvas na região serrana do Rio de Janeiro. Dessa quantia, 500 milhões já foram separados e priorizados para 99 municípios devastados pela água.

Além desses recursos, há 10 bilhões de reais previstos para obras de drenagem, segundo a ministra.

A ministra garantiu que na definição dos cortes do Orçamento, a verba do PAC será "a última coisa que será cortada". O montante que será enxugado do Orçamento, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ainda não foi definido.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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