Dilma confirma viagem ao Vaticano para missa

Presidente irá a cerimônia que marcará início oficial do novo papado e convidará argentino para Jornada da Juventude

TÂNIA MONTEIRO, RAFAEL MORAES MOURA / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

15 de março de 2013 | 02h05

Criticada pela demora em se manifestar após Bento XVI anunciar que renunciaria ao cargo, a presidente Dilma Rousseff agora se apressou e, menos de 24 horas depois da eleição de Jorge Mario Bergoglio, confirmou sua presença, na terça-feira, na missa que marcará o início oficial do novo papado. O anúncio foi feito ontem pelo porta-voz do Planalto, Thomas Traumann.

A ideia inicial de Dilma era designar uma comissão de representantes para a posse. Mas, ontem, decidiu prestigiar o primeiro papa latino-americano e se aproximar da Igreja, de quem sofreu críticas em sua campanha eleitoral, em 2010, por causa de discussões em torno do aborto.

Dilma quer aproveitar a viagem ao Vaticano para convidar pessoalmente o novo papa para a Jornada Mundial da Juventude, que ocorrerá de 23 a 28 de julho, no Rio de Janeiro. A escolha de Bergoglio para papa aumentou as expectativas do público para o evento. Agora, o governo acredita que o número de turistas possa ser superior ao previsto para a Olimpíada, de 2 milhões de pessoas.

O presidente da Embratur, Flávio Dino, espera ainda a presença de mais chefes de Estado no País para prestigiar o novo pontífice. "A Igreja Católica é muito forte na América do Sul e com um papa jesuíta, sul-americano e que fala a língua espanhola certamente vai causar um interesse ainda maior. Vamos procurar os organizadores para verificar a necessidade de algumas alterações no planejamento."

O papa terá mais compromissos na Jornada do que os previstos para seu antecessor, Bento XVI. O arcebispo do Rio, d. Orani Tempesta, levará ao Vaticano a proposta para que o argentino visite o Cristo Redentor e uma favela, a exemplo do que fez João Paulo II, que esteve no Morro do Vidigal, em 1980. D. Orani tem uma pista de que seus convites serão aceitos: foi avisado de que o papa começará a ter aulas para aperfeiçoar o português.

"Com Bento XVI havia uma limitação por causa da idade. Tenho o sonho de levar o papa ao Cristo Redentor e agora talvez possa realizá-lo." / COLABORARAM EDUARDO BRESCIANI E CLARISSA THOMÉ

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