Dilma defende campanha e diz que Aécio não está acostumado a críticas

A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, saiu em defesa de sua campanha nesta quarta-feira e disse que o candidato do PSDB, Aécio Neves, adversário da petista no segundo turno da eleição presidencial, não está acostumado a ser criticado.

REUTERS

15 de outubro de 2014 | 19h14

Dilma, que aproveitou o Dia dos Professores para saudar a categoria, também reiterou os dados sobre o governo de Minas, comandado por Aécio por dois mandatos, ditos no debate da véspera na TV Bandeirantes

"Eu posso receber todas as criticas, durante muito tempo, escutar barbaridades... E ter que achar que isso faz parte da democracia. O candidato, de fato, não está acostumado a ouvir críticas, que vocês mesmo divulgam, que ele foi blindado no governo dele em Minas", disse a presidente em referência a denúncias de que Aécio controlaria a imprensa mineira quando governador.

"Os números que demos (no debate) são verdadeiros... Falar que tudo é mentira é uma forma de se furtar ao debate", disparou.

No debate de terça, Aécio acusou Dilma de mentir por várias vezes. Ele chegou a chamar a presidente de leviana quando ela o questionou sobre denúncias de irregularidades na construção de um aeroporto na cidade de Claudio.

Além das críticas ao seu adversário, Dilma comemorou a geração de 123.785 empregos em setembro, apesar de os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho nesta quarta-feira representarem o pior mês de setembro em 13.

"Gerar isso em uma das maiores crises do mundo e que volta a apertar. A Alemanha, a maior economia da União Europeia, sofrendo recessão, perda de empregos", disse Dilma.

A presidente destacou uma reunião de abril passado do G20 que apontou a existência de 100 milhões de desempregados nas principais economias do mundo.

"Vejam como a nossa situação é diferenciada. Conseguimos, desde 2008 até agora, chegamos a 12 milhões de empregos, só contando o meu governo chegamos a 5,784 milhões de empregos formais."

A candidata cumprimentou os professores pelo seu dia e voltou a falar das realizações de seu governo na educação, como a aprovação de uma lei que destina os royalties da exploração do petróleo na camada pré-sal para a educação.

"O Brasil tem que valorizar mais os professores. A minha proposta de governo coloca a educação no centro de tudo para garantir que a desigualdade social diminua", disse.

"Hoje no Brasil faltam professores e temos que mudar essa realidade. Demos um passo imenso com a lei que destina 75 por cento dos royalties do petróleo e 50 por cento do fundo social para educação, transformando uma riqueza finita numa riqueza permanente", acrescentou.

(Reportagem de Vinicius Cherobino)

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