Dilma defende cooperação com setor privado para estimular indústria

A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta quarta-feira, em visita à Argentina, maior cooperação entre as duas maiores economias sul-americanas para fortalecer a indústria local diante da competição acirrada com produtos de países desenvolvidos.

Reuters

28 de novembro de 2012 | 17h34

Dilma defendeu ação dos governos em parceria com o setor privado para melhorar a competitividade da indústria dos dois países, "bastante" afetada pela crise econômica internacional.

"A ação do setor privado e dos nossos governos em defesa do crescimento de nossa indústria é ainda mais urgente e necessária", disse Dilma no encerramento da Conferência Industrial Argentina, ao lado da presidente argentina, Cristina Kirchner.

"Esta crise econômica tem o poder de afetar todo o planeta e seus novos e inquietantes contornos já atingem os países emergentes e em desenvolvimento", disse.

Ela fez uma forte defesa do aumento da cooperação e da integração regional entre Brasil e Argentina, no que foi fortemente aplaudida.

A presidente citou um cenário de "redução da demanda internacional convivendo com o imenso volume de manufaturas produzidas nos países desenvolvidos" que causa "desvalorização severa nas nossas indústrias por conta de uma competição baseada em moedas artificialmente desvalorizadas".

O governo brasileiro lançou diversas medidas de estímulo econômico neste ano para enfrentar os efeitos da crise internacional, que afeta principalmente os países da zona do euro. Apesar disso, a indústria tem mostrado sinais fracos de recuperação.

MENOS AUSTERIDADE, MAIS CRESCIMENTO

Dilma reiterou sua crítica aos países ricos na ação contra a crise econômica mundial, que considera ser recessiva e com excesso de austeridade.

"Ajustes são eventualmente necessários. Mas para que a austeridade não derrote a si mesma, são imprescindíveis ações a favor do crescimento e do emprego", disse ela.

Ela tem defendido a necessidade de investimentos e estímulos ao crescimento, para evitar o aumento do desemprego e desigualdade nestes países.

(Por Hugo Bachega, em Brasília)

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