Dilma defende o Mais Médicos e afirma que programa é um pedido do povo

Presidente comparou mais uma vez o número de profissionais estrangeiros em outros países

Ricardo Brandt, O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2013 | 18h50

CAMPINAS - A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira, 29, que o programa Mais Médicos foi criado para atender uma reclamação do povo e que é evidente que o Brasil precisa de mais profissionais. "Vocês têm ouvido essa discussão no rádio, na TV. Por que nós fizemos esse programa? Porque há uma reclamação, e um governo que não escuta reclamação do povo, ele não é um bom governo", disse Dilma, durante formatura de estudantes em Campinas, no interior de São Paulo.

A presidente voltou a lembrar que, enquanto no Brasil 1,7% dos médicos são formados fora do País, em nações como Estados Unidos, essa relação de estrangeiros é de 25% e na Inglaterra 37%. A presença de médicos estrangeiros no País tem sido criticada por entidades do setor.

Dilma lembrou mais uma vez que na Argentina há 3,2 médicos por 1 mil habitantes e no Uruguai são 3,7, no Brasil essa média é de 1,8 profissional por grupo de mil pessoas. "Vamos assegurar que aqueles que não têm recursos suficientes tenham acesso a médicos", afirmou. "Meu governo fará o possível e o impossível para viabilizar melhor educação e saúde a todos.

Segundo a presidente, os esforços estão concentrados em aumentar o atendimento médico na atenção básica. Mas há também a necessidade de aumentar o número de médicos em algumas especialidades, como pediatria, oncologia e ginecologia.

"Por isso autorizamos 11 mil vagas de graduação e 12 mil em residência médica", voltou a dizer a presidente. Ela participou da cerimônia de formatura de 1,7 mil alunos do programa federal de ensino técnico Pronatec.

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