Dilma defende relações com Irã e pede 'caminho de paz'

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, voltou a defender as relações do governo brasileiro com o Irã e disse que o Brasil deve buscar a construção de um caminho de paz com a República Islâmica.

REUTERS

13 de setembro de 2010 | 16h55

"O Brasil tem de ter relações com vários países. No caso do Irã, o que nós defendemos, é que a melhor estratégia não é a guerra, não é o isolamento, não é, de forma alguma, tentar resolver pelo método que foi resolvido o Iraque ou o Afeganistão", disse a candidata após reunir-se nesta segunda-feira com cerca de 70 lideranças judaicas em São Paulo.

"Nós defendemos o diálogo mas, sobretudo, a construção de um caminho de paz", acrescentou a ministra aos jornalistas, em breve declaração a jornalistas.

A candidata voltou ainda a dizer que é contra algumas atitudes do governo iraniano, como a sentença de morte por apedrejamento de uma mulher acusada de adultério, posteriormente suspensa, e a negativa do Holocausto feita pelo presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.

Dilma usava uma bota ortopédica, pois torcer o pé direito ao descer de uma esteira na manhã desta segunda-feira. Ela deve usá-la por cerca de uma semana. Ainda assim, a ex-ministra afirmou que manterá todos os compromissos já colocados em sua agenda.

A presidenciável falou do conflito entre israelenses e palestinos. "Nós somos a favor das duas nações terem Estado e viverem em paz harmonicamente. Nós não defendemos, de maneira alguma, qualquer conflito naquela região", afirmou.

Ao ser questionada sobre o debate da noite de domingo, promovida pela RedeTV! em parceria com o jornal Folha de S.Paulo, a candidata petista limitou-se a dizer que foi esclarecedor.

(Reportagem de Fernando Cassaro)

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