Dilma descarta crise de energia, diz que focará em impostos em 2013

Depois de seguidos apagões que atingiram vários Estados recentemente, a presidente Dilma Rousseff descartou nesta quinta-feira que haja uma crise de energia no país, disse esperar melhorias na infraestrutura já em 2013 e prometeu centrar esforços em cortes de impostos.

ANA FLOR E MARIA CAROLINA MARCELLO, Reuters

27 Dezembro 2012 | 11h47

Em encontro de final de ano com jornalistas no Palácio do Planalto, a presidente aproveitou para pedir uma maior participação dos bancos privados nos financiamentos de longo prazo e prometeu inflação e contas públicas sob controle.

"Nós precisamos que os nossos bancos privados participem dos processos de financiamento de longo prazo e não apenas o BNDES", disse Dilma, referindo-se à grande participação do banco estatal.

Segundo a presidente, o governo vai estudar medidas sobre PIS/Cofins e redução do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) com as devidas compensações aos Estados, mas não deixará de ter como meta o controle da inflação e das contas públicas.

"Nós queremos a inflação sob controle, nós queremos contas públicas sob controle... e faremos todo o possível também para que haja um déficit nominal decrescente, não só o superávit primário", disse ela, garantindo que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, permanece em seu governo.

"Acontece que eu não quero, e como sou eu quem decide, o Mantega não tem a menor hipótese de sair do governo, a não ser que queira", acrescentou.

Depois do impasse que adiou para fevereiro a votação pelo Congresso do Orçamento de 2013, Dilma disse que irá editar uma medida provisória que permitirá ao governo manter o nível de investimentos no início do ano. A ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, concederá uma entrevista coletiva nesta tarde para explicar a MP.

A presidente evitou comentar se será ou não candidata à reeleição, ou mesmo o que acha da possibilidade de o ex-presidente Lula voltar a concorrer em 2014.

"Eu não vou antecipar o fim do meu mandato, porque isso não é politicamente necessário".

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