Dilma descarta qualquer revisão no PAC por conta da crise

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, descartou nesta sexta-feira que o governo faça qualquer revisão, "para cima ou para baixo", na execução do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) diante da crise nos mercados financeiros internacionais. Segundo Dilma, o PAC está "em pleno regime de cruzeiro" e teve seu nível de execução "bastante elevado" em relação ao ano passado, quando passou pelas fases de projetos, obstáculos e problemas ambientais. De acordo com a ministra, "não há a menor previsão de revisão do PAC, para cima ou para baixo". Ao participar do Fórum CEOs Brasil-EUA, Dilma disse que o PAC "é o programa anticíclico que assegura um nível de investimento bastante razoável no Brasil". Dilma disse ainda que todas as operações contratadas serão asseguradas pelo governo e o BNDES garantirá que haja recursos. "O investimento é que assegura o trânsito do Brasil na crise econômica", destacou. Questionada sobre a possível ajuda do governo a empresas em dificuldade, Dilma afirmou que "o governo tem perfeita clareza de que uma das funções que lhe cabe é assegurar e prover o crédito". Ela destacou, no entanto, que "o governo não pretende socializar perdas e nem foi procurado por nenhuma empresa para isso". A ministra esclareceu que a ajuda, se houver, se dará por linhas de financiamento "e elas são pagas, não são nenhum presente". Dilma acrescentou que "ninguém tem dúvida de que essa é uma crise que tem um componente de fora muito grande" e que as empresas que já declararam perdas pela disparada do dólar "são empresas de grande envergadura e com plenas condições de pagar seus investimentos". (Reportagem de Taís Fuoco)

REUTERS

10 de outubro de 2008 | 16h30

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