Dilma diz que Brasil pode dar grande ajuda econômica a Cuba

A presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira que o Brasil pode dar uma grande contribuição para reanimar a frágil economia de Cuba e destacou os projetos de cooperação que o governo brasileiro mantém com a ilha.

REUTERS

31 de janeiro de 2012 | 17h47

A visita de Dilma, que chegou na segunda-feira para uma viagem de dois dias, ocorre em meio a uma série de 300 reformas impostas pelo governo comunista para revitalizar o modelo econômico de estilo soviético que mantém o socialismo vivo no país.

"A grande contribuição que nós podemos dar aqui em Cuba é ajudar a desenvolver todo o processo econômico", disse Dilma a jornalistas após prestar homenagem à estátua de José Martí, líder da independência cubana do século 19.

"É um tipo de cooperação na qual todo mundo ganha. Ganha o Brasil por fazer uma cooperação... com o povo e toda uma estrutura excepcional, que é visivelmente competente, capaz, na área de biotecnologia, na área de ciências médicas", disse.

Depois, Dilma foi recebeida pelo presidente cubano, Raúl Castro, na sede do governo comunista.

Na agenda de Dilma, estava prevista ainda uma visita ao porto Mariel, cerca de 45 quilômetros a oeste de Havana, para observar os andamentos da modernização de um terminal de contêineres, financiado pelo Brasil e calculado em 800 milhões de dólares.

"Nós participamos não somente construindo o porto, mas também trazendo para cá uma cooperação que eu considero estratégica para o Brasil e para Cuba", disse.

As obras no porto Mariel são realizadas pela construtora brasileira Odebrecht e devem ser concluídas em janeiro de 2013. Elas incluem uma "zona especial de desenvolvimento", com indústrias para exportação e para abastecer o mercado cubano.

Brasília e Havana participam de várias iniciativas, vínculos que foram fortalecidos durante o mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Cuba, por exemplo, solicitou em novembro um crédito de 200 milhões de dólares para importar maquinário agrícola e, nesta semana, a Odebrecht assinou um contrato com um grupo do setor de açúcar para aumentar a produção da commodity e a capacidade de moagem num engenho do centro-sul da ilha.

Dilma citou ainda a questão dos direitos humanos, sempre polêmica em relação a Cuba, que é acusada por dissidentes de violações. A presidente disse que o tema não deve ser usado para criticar apenas alguns países e deve ser discutido de maneira multilateral.

(Reportagem de Nelson Acosta)

Tudo o que sabemos sobre:
POLITICADILMAECONOMIA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.