Dilma diz que Brasil tem como se recurperar e evitar rebaixamento de rating

A presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira que a economia brasileira tem condições de se recuperar e evitar que a nota de crédito do país seja rebaixada pelas agências internacionais de classificação de risco.

REUTERS

28 de outubro de 2014 | 21h27

"O Brasil está passando por uma situação, que eu diria, ainda difícil, mas nós temos todas as condições de sair dela se todos nós nos dermos as mãos e tivermos como claro objetivo essa retomada do crescimento econômico", disse a presidente em entrevista ao Jornal da Band.

"Até agora nós não temos essa sinalização de que vai haver em um futuro imediato a redução do grau de investimento", disse Dilma.

Nesta manhã, a Moody's divulgou comunicado com os principais desafios da presidente reeleita e afirmou que "a avaliação de rating do governo brasileiro dependerá de seu sucesso em lidar com os problemas de crescimento do país". [nL1N0SN0HW]

Em setembro a Moody's tinha revisado sua perspectiva para o rating brasileiro de estável para negativa.

No último dia 16, a Fitch havia dito que a estratégia do próximo governo para incentivar o crescimento e enfrentar alguns desequilíbrios macroeconômicos, como a inflação elevada e os altos déficits fiscal e de conta corrente, será fundamental para a trajetória do rating soberano do país. [nL2N0SB1DO]

Em julho a Fitch havia reafirmado o rating do país com perspectiva estável.

DIÁLOGO E REFORMA POLÍTICA

Nas duas entrevistas que deu nesta noita, a presidente voltou a defender o diálogo em um segundo mandato e, à segunda emissora, disse que poderá chamar os candidatos derrotados Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB) para conversar sobre a reforma política.

"Sem a menor sombra de dúvida, eu estou aberta ao diálogo", respondeu Dilma quando questionada no Jornal do SBT se chamaria Aécio e Marina para discutir a reforma política.

"Eu acho que a palavra correta no início de um governo é se abrir ao diálogo com todos os setores, o Aécio, a Marina", disse a presidente. "Sim, eu posso chamá-los sim."

A presidente voltou a defender a realização de uma reforma política que inclua uma consulta popular e disse que "não interessa muito" se essa consulta será feita por meio de referendo ou por plebiscito.

Anteriormente, Dilma defendia que o ponto de partida para a reforma politica fosse um plebiscito, mecanismo pelo qual a população determinaria quais pontos seriam modificados. No referendo, o Congresso fará a reforma e a submeterá à aprovação do eleitorado, que votará contra ou a favor da reforma aprovada.

"Porque é que eu acho que não interessa muito se será plebiscito ou referendo? Por conta do seguinte: é importante saber o que vai constar da reforma. Se a gente tiver um acordo amplo sobre o que vai constar na reforma, pode ser uma coisa ou outra", disse Dilma.

A presidente voltou a prometer que não deixará "pedra sobre pedra" nas investigação sobre escândalos de corrupção na Petrobras e disse que o governo não será obstáculo para a instalação de mais uma comissão parlamentar de inquérito sobre a estatal no Congresso.

"Eu vejo com tranquilidade quantas CPIs quiserem instalar", assegurou.

(Por Eduardo Simões)

Mais conteúdo sobre:
POLITICADILMAJORNALBAND*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.