Dilma diz que programa de logística visa elevar para 5% crescimento

A presidente Dilma Rousseff disse que o programa de logística lançado nesta quarta-feira visa a alavancar o crescimento do país nos próximos anos a taxas de até 5 por cento, e acrescentou que para isso o governo anunciará nas próximas semanas mais concessões na área de portos e aeroportos, além da redução do preço da energia elétrica.

Reuters

15 de agosto de 2012 | 12h40

"Quando reduz custo, nós estamos querendo que o Brasil cresça numa taxa elevada por um período longo. Elevado para nós é em torno de 4,5 por cento, 5 (por cento) num período constante. Isso para nós é fundamental para garantir o emprego", disse a jornalistas, após a cerimônia de lançamento do programa em Brasília.

Segundo a presidente, o anúncio de concessões de 133 bilhões de reais em ferrovias e rodovias é o primeiro passo de um programa de logística que será divulgado em partes até meados de setembro.

"Nas próximas semanas nós faremos sobre aeroportos, tanto os grandes aeroportos do país, como o fato de o país necessitar de uma rede de aeroportos regionais", afirmou Dilma.

A presidente afirmou ainda que dizer que essa é uma nova rodada de privatizações no Brasil "é uma questão absolutamente falsa".

"Eu hoje estou tentando consertar em ferrovias, alguns equívocos cometidos na privatização das ferrovias", argumentou.

Segundo Dilma, no modelo em que foram privatizadas, as ferrovias não podem ser usadas por todos que querem transportar suas cargas e no novo modelo a ser adotado pelo governo todos os transportadores terão livre acesso ao modal.

"Ninguém que é dono da carga pode controlar a ferrovia. A ferrovia é de todos os que passam carga", disse.

Segundo ela, o governo também vai anunciar nas próximas semanas as reduções do preço da energia elétrica.

(Por Jeferson Ribeiro)

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