Dilma diz querer igualdade de oportunidades para todos

A presidente Dilma Rousseff reforçou nesta quinta-feira a determinação de melhorar as condições de renda dos brasileiros, fortalecendo a classe média. "O que quero é construir um País que seja, no mínimo, um País de classe média", disse, no lançamento do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, no Palácio do Planalto. Ela destacou que a desigualdade de renda se mostra, muitas vezes, "de forma perversa".

SANDRA MANFRINI E LUCI RIBEIRO, Agência Estado

08 de novembro de 2012 | 15h02

"O que queremos é um País de oportunidades e igualdade de oportunidades", disse. Ela destacou que é necessário garantir acesso às mesmas oportunidades, seja a origem social, gênero ou raça. "Não importa. Basta que seja brasileiro ou brasileira, a igualdade de oportunidade tem de ser garantida", disse a presidente. Ela ressaltou que o Brasil precisa garantir condições de promover a mobilidade social, mas com capacidade de criar a ciência, tecnologia e inovação. "É um país que está vivo e dinâmico".

A presidente ressaltou também que o Brasil vive, atualmente, um momento de grandes definições. "Hoje, enfrentamos um conjunto de desafios para que a gente possa dar um passo à frente e construir bases sólidas do nosso desenvolvimento". Dilma destacou que essas bases precisam ser duradouras. Alertou para o fato de que "o caminho é a educação", ao destacar a importância do Pacto.

Urgência

Dilma afirmou que o projeto lançado nesta quinta-feira é urgente e enfrentará um desafio inadiável. "Urgência de quando não nos conformamos com a realidade de que 15% das crianças com oito anos não estão plenamente alfabetizadas. O pacto pela alfabetização na idade certa é o caminho para a igualdade de oportunidade. Sem ele, não teremos igualdade de oportunidade efetiva no País", declarou.

O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa é um compromisso firmado entre governo federal, governos estaduais e do Distrito Federal e prefeituras para assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade ao fim do terceiro ano do ensino fundamental.

Dados do Ministério da Educação mostram que a média nacional de crianças brasileiras não alfabetizadas aos oito anos é de 15,2%, mas há Estados em situação mais grave. A taxa de não alfabetização no Maranhão é de 34%; a de Alagoas, de 35%. As regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste têm índices melhores. O Paraná tem a menor taxa do País, de 4,9%. Santa Catarina registra 5,1%.

O principal eixo do Pacto é a formação continuada de 360 mil professores alfabetizadores, que farão cursos presenciais com duração de dois anos, no próprio município no qual o professor trabalha. O MEC também fornecerá o material necessário para garantir a alfabetização plena a quase 8 milhões de alunos.

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