Dilma: faculdade comunitária interioriza ensino superior

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira, 26, que as universidades comunitárias favorecem a interiorização do ensino superior. "Se não fossem essas vagas, muitos brasileiros não teriam condições financeiras para se formar nas capitais. Elas fazem a democratização da educação, formam profissionais para o desenvolvimento do País, os novos craques nas áreas de pesquisa, artes e humanas", afirmou, sendo aplaudida pelo público que a acompanhava dentro do teatro e também pelos telões no pátio da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em Santa Catarina.

POLIANA SANTOS, ESPECIAL PARA A AE, Agência Estado

27 de novembro de 2013 | 19h49

Durante a solenidade no câmpus, Dilma foi homenageada por reitores pela criação da Lei 12.881, assinada no começo de novembro e que qualifica as instituições comunitárias de educação superior. Com este reconhecimento, as universidades comunitárias podem receber recursos orçamentários e participar de editais reservados para instituições públicas, diferenciando-as de cursos privados com fins lucrativos. Essas unidades mantêm atendimentos em clínicas, hospitais, postos de saúde e fazem trabalhos sociais de extensão, além de oferecer bolsas de estudos.

A maioria destas instituições do País estão em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Além da Univali, há outras 13 em Santa Catarina. "Isso vai amenizar os custos funcionais na hora de buscar recursos, dando identidade jurídica e possibilidade de criar parcerias com o poder público, ajudando a transformar o País pela educação", afirma o reitor da Univali, Mário Cesar dos Santos, presidente da Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe). De acordo com Santos, cerca de 70% dos catarinenses que frequentam faculdade no Estado estão em instituições comunitárias. Com a criação desta lei, as universidades comunitárias se beneficiarão com os 75% dos royalties do pré-sal.

Segundo a presidente, o primeiro passo para ter educação de qualidade no Brasil é investir na profissão de professor e pagar salários decentes. "Isso não é um discurso populista. É preciso investir em educação e não somente em prédios e compra de equipamentos, é preciso ter bons educadores. Também precisamos de educação em tempo integral, pois nenhum país de Primeiro Mundo tem crianças que permanecem só quatro horas na escola", revelou.

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