Dilma inicia mudanças no ministério por Agricultura e Aviação Civil

A presidente Dilma Rousseff dará início à aguardada reforma ministerial nesta sexta-feira e fará ao menos duas trocas, nomeando o deputado Antônio Andrade (PMDB-MG) para o Ministério da Agricultura e transferindo o ministro Moreira Franco, também do PMDB, da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) para a Secretaria de Aviação Civil (SAC), disse à Reuters uma fonte do governo.

JEFERSON RIBEIRO, Reuters

15 de março de 2013 | 14h38

As duas mudanças já foram comunicadas ao vice-presidente Michel Temer, mas Dilma ainda deve conversar nesta sexta com o atual ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, para definir se ele continua no governo ou se retomará o cargo de deputado na Câmara.

Se desejar permanecer no primeiro escalão, Mendes Ribeiro pode ser transferido para a SAE, segundo relato da fonte, que falou sob condição de anonimato.

As trocas atendem parte das reivindicações do PMDB, maior partido da aliança governista, que reclama do espaço que ocupa no primeiro escalão e está insatisfeito com os ministérios de pouca expressão que comanda na Esplanada.

Moreira Franco chegou a dizer que a SAE só servia para fazer seminários e isso "não dá nenhum voto". O PMDB reclama que não tem controle de pastas que podem fazer políticas públicas e com a SAC passará a comandar um grande orçamento e muitas obras com o plano do governo de ampliar o número de aeroportos regionais no país. Franco substituirá o técnico Wagner Bittencourt.

O partido comanda hoje cinco ministérios: Minas e Energia, Agricultura, Previdência, Turismo e a SAE.

A escolha de Moreira Franco atende ainda a uma ala do partido, comandada pelo ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima, que se sente desprestigiada por Dilma.

Já a nomeação de Antônio Andrade atende a dois objetivos. O atual ministro, Mendes Ribeiro, tem a confiança da presidente, mas está com a saúde debilitada.

O próprio partido considera que é melhor substituí-lo. E a escolha de Andrade, que preside o PMDB mineiro, atende a reivindicação do partido em Minas depois de ter aberto mão da candidatura própria à Prefeitura de Belo Horizonte para apoiar o candidato do PT, Patrus Ananias, que acabou derrotado.

TROCA NO TRABALHO

A presidente também pode mudar o comando do Ministério do Trabalho, mas ainda não estava claro se ela faria isso nesta sexta.

O presidente do PDT, Carlos Lupi, disse à Reuters mais cedo que ainda não havia sido comunicado da mudança, mas informou que o partido indicou Manoel Dias para ocupar o lugar do deputado Brizola Neto (PDT-RJ), que não tem o apoio da bancada para prosseguir no comando da pasta.

Contudo, a fonte do governo afirmou que essa troca também já estaria definida pela presidente.

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