Dilma já fala em outras linhas de trem-bala

O trem de alta velocidade (TAV) entre Campinas, São Paulo e Rio ainda é peça de ficção, mas ontem a bordo de um trem-bala alemão, no trajeto entre Berlim e Hamburgo, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, revelou que o governo tem planos para espalhar linhas pelo País. Caso o projeto seja bem-sucedido, afirmou, trechos entre São Paulo e Curitiba, São Paulo e Brasília, Brasília e Belo Horizonte e Belo Horizonte e Rio podem entrar no rol das obras de infraestrutura.

Andrei Netto, HAMBURGO, O Estadao de S.Paulo

05 Dezembro 2009 | 00h00

O tema foi um dos interesses centrais - ao lado da construção dos estádios da Copa do Mundo de 2014 - das conversas entre empresários alemães e ministros brasileiros. Falando a bordo de um trem Siemens, colorido em verde e amarelo, minutos após um encontro com executivos dos transportes, Dilma demonstrou entusiasmo. "Temos outras possibilidades de construção de trens de alta velocidade. Por exemplo: São Paulo-Curitiba, São Paulo-Brasília, Brasília-Belo Horizonte, Belo Horizonte-Rio", disse. Os planos são baseados na perspectiva de crescimento da economia "muito significativo".

Outra condição para o avanço desses projetos, diz Dilma, é a transferência de tecnologia. "Queremos poder fazer uma linha igual. Tanto tecnologia de vagão, quanto dos trilhos", disse. Dilma contou que as empresas alemãs, francesas, chinesas e canadenses interessadas no trem-bala já receberam ou receberão em breve o estudo de traçado, demanda e engenharia. Além de contrato de 13,6 bilhões, o consórcio vencedor terá privilégios em outras áreas.

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