Dilma nega discussão sobre fazer ajuste fiscal se for eleita

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, negou nesta segunda-feira que haja estudos dentro de sua equipe sobre um possível ajuste fiscal no seu governo caso seja eleita em outubro.

REUTERS

23 de agosto de 2010 | 13h00

"Eu não autorizo nenhuma avaliação a esse respeito. Eu vi as notícias, lamento, mas vou desmenti-las", afirmou a jornalistas ao ser questionada sobre o tema.

"Não tem discussão neste sentido dentro da campanha, até porque seria, da nossa parte, um absurdo. Como discutir qualquer questão sem que nós estejamos eleitos?", questionou.

"Ademais, o Brasil de hoje não é igual ao de 2002", referindo-se à conjuntura política e econômica que levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a elevar as metas fiscais quando assumiu o governo em 2003.

Reportagem do jornal Folha de S.Paulo nesta segunda-feira relata, sem citar as fontes, que um eventual governo Dilma poderia adotar, entre outras medidas, uma meta de inflação menor do que a atual, de 4,5 por cento ao ano, e menos reajustes ao funcionalismo público.

Na sexta-feira, em entrevista à Reuters, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, afirmou que Dilma poderia cortar gastos do governo para cumprir as metas fiscais

"Disciplina fiscal não é só uma propaganda eleitoral. É um princípio que será mantido", disse Dutra. Diante da pergunta se Dilma poderia fazer cortes no Orçamento, Dutra foi direto: "se for necessário, sim".

(Reportagem de Fernando Cassaro)

Tudo o que sabemos sobre:
ELEICOESDILMAFISCAL*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.