Dilma nega ter havido esquema de lobby enquanto ministra

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, negou neste domingo que tenha havido um suposto esquema de lobby para fechar contratos com o governo federal enquanto chefiava a Casa Civil e afirmou que não comentará mais sobre o assunto.

REUTERS

12 de setembro de 2010 | 17h52

Reportagem da revista "Veja" desta semana acusa a atual ministra da pasta, Erenice Guerra, de envolvimento num lobby comandado por seu filho, Israel Guerra, para beneficiar empresários interessados em contratos com o governo. O caso mencionado na reportagem se refere a negociações que teriam ocorrido no ano passado, quando Dilma ainda era ministra.

Perguntada sobre a existência do suposto esquema enquanto era titular da Casa Civil, a candidata foi enfática: "Negativo. Não é verdade."

"Não vou me manifestar sobre esse assunto. É assunto do governo, não é da minha campanha", acrescentou.

A revista cita um empresário do setor de transportes que diz ter sido orientado a buscar o filho de Erenice, então secretária-executiva de Dilma, para conseguir ampliar a participação de suas empresas nos serviços de transporte aéreo de correspondências e pacotes dos Correios.

Dilma afirmou que a denúncia contra Erenice é parte de uma pauta "negativa e caluniadora" do presidenciável José Serra (PSDB).

"Eu não vou ficar me atendo à pauta do meu candidato adversário", disse após visitar a comunidade de Paraisópolis, em São Paulo.

"Eu vou insistir nesse fato: esses saltos mortais que pegam um fato e querem ligar a mim, e no meio não tem nada, eu não vou dar combustível para isso. Não respondo a isso."

"Eu não tenho de provar nada da minha pessoa. Eu não estou sendo acusada de nada. Não falo nada sobre assuntos que só interessam a pauta negativa e caluniadora do meu adversário", concluiu.

Na véspera, a candidata havia afirmado que seus rivais na disputa estariam em busca de uma "bala de prata" para atingir sua campanha.

(Reportagem de Hugo Bachega)

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