Dilma pede empenho de órgãos do governo em pesquisa

A presidente Dilma Rousseff aproveitou a reunião do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, realizada nesta quarta-feira no Palácio do Planalto, para pedir empenho dos vários órgãos do governo federal na pesquisa em biotecnologia e abertura de novos laboratórios. A reunião foi fechada à imprensa.

RAFAEL MORAES MOURA, Agência Estado

06 de fevereiro de 2013 | 15h09

"Nós, ao mesmo tempo que temos de enfrentar a extrema pobreza, temos de nos dedicar a dar toda a nossa prioridade também a questco do desenvolvimento, da ciência, da tecnologia e da inovação em nosso País", discursou Dilma na abertura da reunico, conforme divulgado pela Presidência da República. "Nós sabemos também que um país como o nosso, ele precisa desse salto, de um necessário salto em ciência e tecnologia."

De acordo com o ministro da Cizncia e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, Dilma pediu que o "conselho se debruce sobre setores importantes para o desenvolvimento da indústria nacional". Dilma pediu também proposta de um "programa de biotecnologia para ser desenvolvido pelas instituições do País", tendo a frente o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério da Educação (MEC), informou Raupp.

Indagado pela reportagem sobre rumores de que deixaria a pasta para dar lugar ao deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP), Raupp afirmou que "nunca foi falado nisso" com a presidente Dilma Rousseff.

"Eu não toco nesse assunto, ela não toca nesse assunto, eu trabalho aqui como se fosse ficar permanentemente, sou um funcionirio público dedicado. Não acho que vou ficar permanentemente, acho que não vou ficar, mas eu trabalho até o último dia como se estivesse permanente aqui, com a mesma dedicação e afinco", afirmou. "Não presto atenção nisso (nos rumores), estou aqui trabalhando e dando a minha contribuição."

Segundo o ministro, foi apresentado na reunião um relatório das atividades desenvolvidas no MCTI sob a sua gestão. "Acho que esse relatório teve aprovação geral, inclusive da presidenta. Nã sei o porquê das especulações", disse.

Dilma também pediu uma proposta de laboratórios para serem usados tanto pela comunidade acadêmica quanto pela empresarial e teria garantido que "não faltarão recursos" para essa finalidade, de acordo com Raupp.

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