Dilma: política fiscal consolidada é arma contra crise

A presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira que o Brasil tem bancos fortes e uma política fiscal consolidada como armas para resistir aos efeitos da crise econômica internacional.

REUTERS

13 de outubro de 2011 | 17h58

"É isso que nos torna fortes hoje: é nós termos o mercado interno da proporção que nós temos... (e) porque temos bancos fortes, porque temos uma política fiscal consolidada, porque temos reservas internacionais", disse Dilma durante anúncio de investimentos do programa PAC Mobilidade Urbana Grandes Cidades em Curitiba (PR).

"Nós temos condições de resistir a esse momento que foi muito grave, que tem sido sistematicamente grave, porque parece que não há... uma convicção política uniforme entre os diferentes líderes em como lidar com essa crise internacional".

A declaração de Dilma, na semana seguinte à sua viagem pela Europa na qual a crise financeira foi tema dominante, ocorre no dia em que o Parlamento da Eslováquia aprovou um plano para impulsionar o fundo de resgate europeu --último membro da área comum a fazê-lo, após tentativa frustrada na véspera que derrubou os mercados globais.

Durante o evento, Dilma anunciou recursos na ordem de 2,250 bilhões de reais para sistemas de transporte da capital paranaense, que será uma das sedes da Copa do Mundo de 2014.

Dilma defendeu, novamente, investimentos em infraestrutura --uma das principais reclamações de empresários interessados em investir no país-- e afirmou que o governo seguirá sério em relação à economia, sobretudo a inflação.

"A gente tem que continuar firme, macroeconomicamente muito sérios, muito prudentes, dando passos que a gente pode dar com as nossas pernas, olhando a inflação com um olho e o crescimento com outro", disse.

(Por Hugo Bachega)

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