Dilma quer Brasil e Índia juntos contra expansionismo monetário

A presidente Dilma Rousseff voltou a dizer nesta sexta-feira, em Nova Délhi, que Brasil e Índia devem unir forças contra as políticas monetárias expansionistas dos países desenvolvidos.

REUTERS

30 Março 2012 | 19h20

"Nós, Brasil e Índia, temos sólidas credenciais para lutar contra os efeitos das políticas monetários expansionistas do mundo desenvolvido que não tem tomado as providências necessárias para garantir uma expansão das suas economias", disse Dilma em discurso durante o encerramento de um seminário de empresários dos dois países.

A presidente afirmou ainda que a crise econômica expôs "a fragilidade da governança internacional" e "o absoluto descontrole das relações financeiras dos países desenvolvidos".

Por conta dessa crise, que teve início em 2008, os países em desenvolvimento têm apresentado menores perspectivas de crescimento, na avaliação da presidente.

"Nós vivemos um processo que, apesar da crise não ocorrer e não ter sido produzida nos nossos países, sofremos os efeitos dessas crises, tendo as nossas economias sofrido um processo de desaceleração econômica derivado deste cenário internacional", afirmou.

Segundo Dilma, os dois países têm que continuar trabalhando juntos também para incrementar as trocas comerciais, que no ano passado cresceram 20 por cento em relação a 2010, atingindo 9,2 bilhões de dólares.

"Por isso acreditamos que a meta de 15 bilhões dólares nas nossas relações comerciais bilaterais até 2015 é inteiramente passível de ser atingida", salientou.

"Eu estou segura de que as exportações do agronegócio brasileiro vão ter aqui na Índia um espaço tanto na cadeia de processamento de alimentos, como na cadeia de refrigeração que vai ser possível de ser construída aqui na Índia", acrescentou listando ainda outras áreas com potencial para parceria comercial entre as duas nações.

Dilma também tentou atrair os investimentos indianos na área de infraestrutura admitindo que essa é "uma barreira para que se possa acelerar o crescimento" no Brasil e na Índia.

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