Dilma quer menos interferência política nas agências reguladoras

A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta sexta-feira que as agências reguladoras sejam mais profissionalizadas e tenham menos interferência política para que sejam mais eficientes.

ANA FLOR, Reuters

15 de março de 2013 | 13h14

Os principais cargos das agências reguladoras, que têm poder de regular e fiscalizar a atuação de empresas privadas em serviços de concessão pública, como energia e telecomunicações, vêm sendo cobiçados por partidos aliados, que reivindicam espaço no governo.

Muitas direções de agências estão vagas ou ficarão nos próximos meses, incluindo a presidência da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), cujo diretor-presidente, Nelson Hubner, deixou o cargo nesta semana. O diretor Romeu Rufino assumiu interinamente o cargo.

"É fundamental que as agências sejam profissionalizadas cada vez mais, que elas tenham menos interferência política", disse a presidente a jornalistas depois de evento no Palácio do Planalto.

"O governo vai exigir um nível de composição bastante técnico das agências", acrescentou.

Perguntada se iria enviar uma nova proposta ao Congresso para fortalecer agências reguladoras --o governo retirou projeto enviado pelo ex-presidente Lula que transferia parte das responsabilidades de regulação aos ministérios--, Dilma deu a entender que não.

"Dá pra fazer muita coisa com o que existe", afirmou ela.

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