Dilma tenta aproximação com eleitorado religioso após boatos

Em uma tentativa de reaproximação com o eleitorado religioso, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, participou de encontro nesta quarta-feira com lideranças católicas e evangélicas, em uma reunião classificada pela própria candidata como "de conteúdo cristão".

REUTERS

29 de setembro de 2010 | 17h06

Dilma defendeu a "absoluta liberdade de crença" no país e eximiu-se da autoria de declaração veiculada na Internet, segundo a qual a vitória do pleito já estaria garantida e "nem Jesus Cristo" mudaria o quadro.

"Eu sou cristã, jamais usaria o nome de Cristo em vão". "Vocês sabem que eu recusei sistematicamente julgar qualquer processo eleitoral por pesquisa", disse em entrevista a jornalistas.

"É a tentativa de sair mais uma vez do submundo da política e denegrir uma pessoa", avaliou Dilma sobre a veiculação da declaração atribuída a ela.

Dilma voltou a dizer que é pessoalmente contra o aborto, mas ressaltou que "o presidente da República não tem religião". Disse, no entanto, que não considera apropriado realizar um plebiscito para que a população decida sobre o tema e garantiu que não haveria, em um eventual governo seu, manifestação por parte do Executivo sobre o tema.

"Você pode ter a sua religião, mas o presidente da República não tem religião. A pessoa que é presidente da República tem (religião). Eu particularmente sou católica", reforçou a candidata.

Ela defendeu ainda as parcerias entre igrejas e Estado. "Quanto maior é o tamanho do fardo e da missão, maior é a necessidade de parcerias. E a parceria com as igrejas é estratégica para nós", afirmou Dilma.

A candidata mencionou que o país convive com uma multiplicidade de religiões. "O Estado brasileiro é laico, mas reconhece a importância fundamental dessas religiões para a construção da própria nacionalidade brasileira", esclareceu.

(Reportagem de Bruno Peres)

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