Dilma visitará Lula na próxima segunda-feira

Em 2009, a própria Dilma passou, com sucesso, por um tratamento contra um câncer no sistema linfático, detectado em estágio inicial

Jeferson Ribeiro, da Reuters,

29 Outubro 2011 | 13h56

A presidente Dilma Rousseff mostrou-se "muito preocupada" com a doença do ex-presidente Lula, diagnosticado com um câncer na laringe neste sábado, enquanto líderes políticos do Brasil afirmaram acreditar em uma recuperação rápida do petista. O ex-presidente da República foi diagnosticado com um tumor maligno localizado de laringe, informou neste sábado o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência e ex-chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, disse que foi avisado pela própria presidente Dilma sobre o diagnóstico. Segundo Carvalho, Dilma disse estar "muito preocupada". "Estamos todos muito preocupados, mas temos esperança da capacidade dele de superar obstáculos. Conhecemos sua energia e sua saúde. E se Deus quiser vai superar mais esse obstáculo", afirmou Carvalho à Reuters.

Em 2009, a própria Dilma passou, com sucesso, por um tratamento contra um câncer no sistema linfático, detectado em estágio inicial. Carvalho disse que Dilma visitará o ex-presidente Lula na próxima segunda-feira, quando ele deverá iniciar o tratamento quimioterápico, segundo nota do Instituto Cidadania, organização ligada ao ex-presidente.

"(Os médicos) estão dizendo que em três meses têm como se curar com a quimioterapia", acrescentou o ministro.   Lula, de 66 anos, que se recupera dos exames realizados no hospital, deve deixar o local nas próximas horas.

O vice-presidente Michel Temer também demonstrou esperanças de que Lula terá pronta recuperação.

"Eu, como todos os brasileiros, torcemos para a pronta recuperação do ex-presidente Lula. Afinal, ele é um homem acostumado a superar desafios e limites. Com certeza vai superar mais este", disse Temer, que comanda a delegação brasileira na Cúpula Ibero-americana e na Unasul, em Assunção, no Paraguai.

Temer e Lula estreitaram muito sua relação em 2010, quando construíram uma aliança política formal entre PT e PMDB para eleger a presidente Dilma Rousseff.

O presidente nacional do PMDB, Valdir Raupp, disse que lamentava o diagnóstico e que agora é "hora de torcer e rezar por Lula".

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