Dilma volta a lançar críticas contra empresas de energia

A presidente Dilma Rousseff voltou a criticar, nesta quinta-feira, as empresas de energia que não aderiram nesta semana à proposta do governo para antecipar a renovação de concessões, durante o anúncio de plano para os portos brasileiros.

Reuters

06 Dezembro 2012 | 13h50

"Fizemos uma proposta de reduzir o preço da energia elétrica, essa proposta não foi feita com o chapéu alheio, esse chapéu que nós estamos usando é de todos os brasileiro, porque é deles que é a energia elétrica, eles pagaram por isso", disse Dilma em discurso na cerimônia de lançamento do plano de investimento de 54,2 bilhões de reais para o setor portuário brasileiro.

A promessa do governo de reduzir as tarifas de energia em cerca de 20 por cento foi frustrada pela adesão apenas parcial de empresas elétricas à renovação antecipada e condicionada de concessões do setor. Com isso, o corte nas contas de luz seria de 16,7 por cento, em média, a partir de março do próximo ano.

O governo reagiu à recusa das empresas com ataque, culpando os Estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, todos comandados pelo PSDB --principal partido de oposição ao governo federal--, pelo fato de suas respectivas estatais não terem aderido à prorrogação na geração de energia.

Em evento na quarta, Dilma disse a uma plateia de empresários da indústria que o governo não recuaria da sua decisão de reduzir as tarifas de energia e que lamentava profundamente a imensa falta de sensibilidade dos que não percebiam a importância da medida para garantir um cresciemnto sustentável

Sem esconder irritação, Dilma voltou a afirmar que o Brasil precisa de energia mais barata em todos os setores e garantiu que o Tesouro vai bancar a diferença pela decisão de algumas empresas em aceitar a renovação antecipada das concessões.

"O país precisa de energia mais barata. Precisa para as indústrias, para as empresas, para todos, inclusive para as famílias", disse Dilma.

"Nós tivemos não colaboradores nessa missão, e quando você tem não colaboradores, os não colaboradores deixam no seu rastro uma falta de recursos"", afirmou.

"Essa falta de recursos vai ser bancada pelo Tesouro do governo federal. Agora, a responsabilidade por não ter feito isso é de quem decidiu não fazer", disse.

Sobre o plano de investimentos em portos a presidente disse esperar que a nova regulamentação estimule fortemente os investimentos no setor.

"O que nós queremos é que haja uma explosão de investimentos", afirmou.

(Reportagem de Leonardo Goy e Jeferson Ribeiro)

Mais conteúdo sobre:
POLITICADILMAPORTOS*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.