Dilma:crescimento de economia depende de equilíbrio entre países

A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta terça-feira que o crescimento e a estabilidade da economia mundial "dependem de uma relação equilibrada entre as partes" e afirmou que nenhum país pode assegurar sua "prosperidade" às custas de outros.

REUTERS

12 de abril de 2011 | 09h33

"No mundo interdependente de nossos dias, nenhum país pode aspirar ao isolamento nem assegurar sua prosperidade a expensas de outros" afirmou a presidente, segundo divulgou o Blog do Planalto.

"A estabilidade e o crescimento da economia mundial dependem de um relacionamento equilibrado entre as partes", afirmou Dilma, no encerramento de seminário empresarial Brasil-China, em Pequim. A presidente disse ainda que a visita à China inaugura um novo capítulo no relacionamento bilateral.

Mais cedo, Dilma destacou uma nova etapa nas relações com a China, citando um "salto de qualidade num modelo de cooperação que tivemos até agora". Ela defendeu parcerias não só comerciais, mas também em pesquisa, tecnologia e desenvolvimento de produtos com tecnologia binacional.

"É certo que o Brasil é um dos grandes países produtores de alimentos no mundo. É certo também que não contamos só com os recursos naturais", disse durante abertura de evento sobre ciência e tecnologia.

Segundo o governo brasileiro, os acordos acertados durante a viagem chegam a 1 bilhão de dólares, que incluem investimento de 300 milhões de dólares em Barreiras, na Bahia, destinado a uma fábrica de processamento de soja, e outros 300 milhões de dólares em uma planta de produção de equipamentos de informação, em Goiás.

A presidente viajou à China com uma comitiva de ministros e empresários com o objetivo de reforçar os laços comerciais e equilíbrio nas relações e parcerias entre os dois países.

A China é o maior mercado para as exportações brasileiras, apesar dos empresários reclamarem da predominância na venda de produtos básicos, como commodities -- cerca de 80 por cento do total exportado em 2010.

Dilma estará na China até o dia 15. Na quinta-feira, participa de reunião de cúpula do Brics, grupo que reúne também Rússia e Índia, além do novo membro África do Sul.

(Reportagem de Raymond Colitt)

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