Dinheiro de fiéis da Universal financiava redes de televisão

Edir Macedo e mais nove são acusados de lavagem de dinheiro; em 5 anos, grupo movimentou R$ 3,9 bilhões

11 Agosto 2009 | 11h24

O dinheiro de fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus era usado para financiar redes de TV e jornais. O esquema de lavagem de dinheiro - que causou a denúncia do bispo Edir Macedo e de mais 9 integrantes da cúpula da Universal - consistia em mandar o dinheiro do dízimo para paraísos fiscais. Os recursos voltavam ao País sob a forma de investimentos em atividades não relacionadas à igreja. Em cinco anos - de março de 2003 a março de 2008 - foram movimentados R$ 3,9 bilhões, de acordo com o Ministério Público Estadual.   Além de Edir Macedo, foram denunciados Alba Maria da Costa, Edilson da Conceição Gonzales, Honorilton Gonçalves da Costa, Jerônimo Alves Ferreira, João Batista Ramos da Silva, João Luís Dutra Leite, Maurício Albuquerque e Silva, Osvaldo Scriorilli e Veríssimo de Jesus.   Segundo o MPE, eles usavam empresas de fachada para mandar o dinheiro ao exterior. De acordo com a denúncia, Edir Macedo e os demais acusados atuavam no esquema há mais de 10 anos.   Levantamento feito pelo MPE e pela Polícia Civil, com base em dados bancários e fiscais obtidos judicialmente, mostra que a Igreja Universal movimenta cerca de R$ 1,4 bilhão por ano no Brasil, dinheiro arrecadado por meio do pagamento de dízimo por seus milhares de fiéis espalhados por 4.500 templos, instalados em 1.500 cidades do País.

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