Discovery passa por nova inspeção; pouso será segunda-feira

O ônibus espacial Discovery e a Estação Espacial Internacional (ISS) voltaram a flexionar seus braços robóticos nesta sexta-feira, batendo um recorde de atividade robotizada no espaço e realizando mais uma checagem no escudo térmico da nave, que deve pousar na Terra na segunda-feira pela manhã. A manipulação constante dos braços mecânicos rendeu às astronautas Stephanie Wilson and Lisa Nowak o apelido de "Robo Chicks" ("Meninas Robô"), dado pelo controle de missão.Durante os primeiros 11 dias do vôo do Discovery, Nowak e Wilson bateram um recorde informal de atividade robótica, toda ela executada sem falhas, disse o controle na manhã desta sexta-feira. O elogio veio cedo: horas mais tarde, problemas com o braço mecânico da ISS fizeram com que Nowak e Wilson se atrasassem para a principal atividade do dia, uma inspeção na asa esquerda do ônibus espacial, em busca de danos causados por poeira espacial e partículas de lixo.Elas usaram um sensor laser preso à extremidade de uma extensão de 15 metros, presa ao braço robótico que também tem 15 metros. O resultado da inspeção só será conhecido na manhã de sábado, mesmo dia em que o Discovery deverá se desligar da ISS e iniciar a viagem de volta. Depois que o ônibus se desconectar da ISS, uma nova inspeção com braço mecânico será realizada.Outro trabalho que foi bem no espaço foi a transferência de sete toneladas de suprimentos entre a ISS e o ônibus espacial. Equipamento novo ficou a bordo da estação e material velho será trazido de volta.O Discovery terá duas oportunidades de pouso no Centro Espacial Kennedy, na manhã de segunda-feira. Uma às 10h07 e a outra, às 11h42 (horários de Brasília). Engenheiros estão de olho em um problema que afeta duas unidades auxiliares de energia, que controlam as manobras hidráulicas necessárias para o pouso do ônibus espacial. Uma das unidades está superaquecendo, e a outra tem um vazamento. Se o vazamento for de combustível, há a possibilidade de que pegue fogo durante o pouso. Se isso acontecer, dizem os técnicos, será uma chama pequena e que não representa ameaça.

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