Disputa entre Romney e Gingrich na Carolina do Sul é crucial

O favorito nas primárias republicanas para a eleição presidencial norte-americana, Mitt Romney, precisa superar o veterano político Newt Gingrich nas prévias da Carolina do Sul, neste sábado, para manter sua caminhada rumo à nominação do seu partido para o pleito.

ALISTAIR BELL, REUTERS

21 de janeiro de 2012 | 10h39

A repentina ascensão de Gingrich nos últimos dias deu à Romney seu maior desafio para ele em meses de campanha para se tornar o republicano que enfrentará o presidente dos EUA, Barack Obama, nas eleições de novembro.

Com os outros dois candidatos atrás nas pesquisas, as primárias parecem ter se tornado uma briga direta entre os dois, dois homens de personalidades muito diferentes.

Empresário multimilionário, Romney ganhou o apoio de um quarto dos republicanos nacionalmente, com sua mensagem de ênfase na criação de empregos e economia. Contudo, ele não conseguiu conquistar muitos conservadores.

Gingrich é um ex-professor de história que tem um passado duvidoso, mas possui uma língua afiada para soltar frases de efeito em debates.

"O que interessa é qual deles pode bater Obama", afirmou Vaughan Mureaux, um administrador escolar aposentado da Carolina do Sul, que no início apoiava Romney mas ficou impressionado ao participar de um discurso de Gingrich nesta semana.

Impulsionado por um rancor que se tornou quase pessoal, o ex-membro da Câmara dos Deputados Gingrich semeou dúvidas entre republicanos que estavam começando a ver Romney como candidato inevitável após duas vitórias convincentes nas primárias no Iowa e New Hampshire.

Romney tropeçou, reconhecendo na semana passada que paga impostos muito menores do que a maioria dos norte-americanos e tendo dificuldade para responder perguntas sobre uma esperada apresentação de sua declaração de imposto de renda.

Com apenas algumas horas faltando para o fim da votação na Carolina do Sul, a campanha do ex-governador do Massachussetts tentou virar o jogo e questionar mais sobre as violações éticas pelas quais Gingrich foi punido pelo Congresso na década de 1990.

"Você não ama esses caras? Ele não libera nada, não responde nada. E ele está confuso se vai ou não em algum momento liberar algo. E então ele decidiu entrar em uma briga sobre soltar coisas", afirmou Gingrich.

SEM AMOR PERDIDO

A animosidade entre os dois rivais está aumentando desde dezembro, quando um grupo que apoia Romney lançou uma blitz de comerciais negativos na televisão em Iowa, que efetivamente arruinaram a campanha de Gingrich no Estado. Este retaliou atacando o histórico de negócios de Romney.

A batalha está sendo feroz na Carolina do Sul, um Estado conversador e com um histórico de política suja.

O vencedor das primárias na Carolina do Sul acabou obtendo a nomeação do partido em todas as eleições desde 1980. O caminho de Romney ficaria praticamente desobstruído se ele vencer neste sábado.

Ele pode ser ajudado se os votos dos conservadores do Estado se dividirem entre Gingrich, o ex-senador da Pensilvânia Rick Santorum e o libertário congressista Ron Paul.

Romney está sendo ajudado na Carolina do Sul pelo governador Nikki Haley, antes um favorito dos conservadores do Tea Party.

(Reportagem adicional de Steve Holland e Colleen Jenkins)

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