Disputando goiaba com sabiá

A safra de goiaba ainda está a toda em São Paulo. Repare pelas ruas, as árvores estão repletas. Colhi algumas - e como não dá para comer ao natural uma safra inteira, aproveitei para conservar a fruta.

O Estado de S.Paulo

18 Abril 2013 | 02h11

Uma forma de conservar a goiaba é dar uma branqueada em calda de açúcar e congelar para usos futuros. Outra, é fazer geleia, goiabada ou compota.

Primeiro, retire o miolo (com ele, saem os bichinhos que se confundem com as sementes). O que sobra, a parte externa, firme granulosa, é onde está tudo que se espera da goiaba: doçura, ligeira acidez, perfume e sabor.

Escolhi fazer compota de orelhas (as metades do fruto sem o miolo e sem a casca), pois é mais versátil. A receita está ao lado.

Que goiaba combina com laticínio, quase ninguém é capaz de contestar. Por isso pensei em juntar ou amalgamar leite e goiaba mais intimamente: num petit suisse caseiro, a outra receita desta coluna.

Originário da Normandia, na França, o queijinho petit suisse é feito acrescentando-se creme de leite ao leite coalhado para queijo, ainda fresco. A mistura é batida até ficar bem lisa e cremosa, um creme denso, para comer de colher ou espalhar. É delicioso mesmo só com açúcar, ou com uma compota de frutas.

Para fazer em casa basta um litro de leite e um elemento ácido para coalhar. Ultimamente tenho conseguido comprar leite cru, integral, gordo, e o resultado é muito melhor. Mas, com leite pasteurizado também dá certo.

Em tempos de sobremesas cremosas industriais feitas de gomas, aromatizantes, corantes e conservantes artificiais, talvez a receita caseira de petit suisse assuste. Mas o preparo é mais fácil do que se imagina. Sem falar no sabor, que é incomparável. Vale a pena tentar.

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