Dissidente chinês cego espera permissão para deixar país

O ativista dos direitos humanos chinês Chen Guangcheng permanece sem contato em um hospital de Pequim neste domingo, enquanto diplomatas conversam com autoridades sobre como ele deve deixar a China e viajar para estudar nos Estados Unidos.

REUTERS

06 Maio 2012 | 12h25

Chen chegou ao Hospital Chaoyang na semana passada, após deixar a embaixada norte-americana, onde obteve abrigo depois da dramática fuga de 19 meses de prisão domiciliar.

O destino de Chen, que é cego e tem 40 anos, ofuscou a visita da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, a Pequim na semana passada, e ameaça complicar as já difíceis relações entre Estados Unidos e China.

A embaixada dos Estados Unidos afirmou neste domingo que agentes norte-americanos visitaram a mulher de Chen no sábado, no hospital, e permaneceram em contato com a família e com autoridades chinesas que cuidavam do caso.

O advogado e defensor dos direitos humanos Jiang Tianyong conversou com Chen na tarde de sábado.

"Falamos basicamente sobre sua saúde e sua situação. Ele está otimista", disse.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, certamente será criticado em seu país no ano de eleição caso não consiga assegurar a segurança do dissidente. A China acusou os norte-americanos de interferirem em seus assuntos internos.

Mais conteúdo sobre:
ATIVISTA CHINA EUA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.