Dívida mobiliária interna aumenta 3,74% em junho

A dívida mobiliária federal interna aumentou 3,74 por cento em junho, para 1,321 trilhão de reais, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira.

REUTERS

23 Julho 2009 | 16h54

No mês, houve emissão líquida de 35,05 bilhões de reais e apropriação de juros no valor de 11,52 bilhões de reais.

A participação da dívida cambial no total, incluindo os contratos de swap, caiu para 0,84 por cento, frente a 0,88 por cento em maio.

A parcela dos títulos prefixados --considerados melhores para o gerenciamento da dívida-- aumentou para 31,74 por cento ante 29,83 por cento em maio.

Os papeis atrelados à Selic caíram para 37,77 por cento em junho frente a 39,30 por cento no mês anterior.

A participação dos títulos corrigidos por índices de preços passou para 28,15 por cento, ante 28,44 por cento em maio.

O estoque da dívida pública federal externa caiu 1,17 por cento no mês passado, para 112,73 bilhões de reais.

BNDES

Em junho, o Tesouro Nacional voltou a emitir títulos da dívida pública mobiliária federal interna para capitalizar o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no total de 26 bilhões de reais.

No início do ano, o governo decidiu transferir para o banco estatal 100 bilhões de reais para combater os efeitos da crise financeira global. O BNDES recebeu outros 13 bilhões de reais do Tesouro em março.

"O BNDES, em contrapartida à emissão dos títulos, tem um contrato de dívida com o Tesouro Nacional no mesmo montante, com vencimento de longo prazo também", explicou o coordenador de Operações de Dívida Pública do Tesouro Nacional, Fernando Garrido.

"À medida que o BNDES tiver necessidade desses recursos, ele pode, se for o caso, ir a mercado gradualmente se desfazendo aos poucos desses títulos que o governo emitiu", acrescentou.

Garrido também comentou a queda do custo médio acumulado em 12 meses da dívida mobiliária federal interna, que caiu para 12,63 por cento ao ano em junho de 12,94 por cento ao ano em maio.

"Com as recentes reduções observadas na taxa Selic, estamos observando hoje uma tendência de queda gradual dos custos da dívida pública."

Na quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu o juro básico brasileiro em 0,5 ponto percentual, para 8,75 por cento ao ano.

(Reportagem de Fernando Exman)

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