DNA das pessoas é mais diferente do que se pensava

Estudos de 2001 sugeriam que o DNA de duas pessoas teria 99,9% de senelhança. Nova estimativa fica em 99%

Associated Press,

04 de setembro de 2007 | 16h25

Seres humanos são menos parecidos entre si do que os cientistas imaginavam, ao menos no que diz respeito ao DNA de cada um, de acordo com uma nova análise. "em vez de 99,9% idênticos, talvez sejamos apenas 99%", disse J.Craig Venter, autor do estudo e doador do DNA analisado.   Leia na íntegra:  The Diploid Genome Sequence of an Individual Human   Diversos estudos anteriores já sugeriam que a taxa de 99,9% de semelhança precisaria baixar. Venter diz que seu trabalho "prova o argumento".   O estudo, presente na edição mais recente da revista especializada PLoS Biology e disponível livremente na internet, marca a primeira vez em que a seqüência completa do DNA de um ser humano é publicada em uma revista científica. Há alguns meses, John D. Watson, um dos descobridores do DNA, recebeu seu mapa genético de um grupo de cientistas.   Venter é o presidente do Instituto J. Craig Venter, que realiza pesquisas genéticas.   Estudos publicados em 2001 sugeriam que o DNA de quaisquer duas pessoas teria 99,9% de semelhança. O novo artigo sugere que a taxa mais correta ficaria entre 99% e 995,5%.   Estudos recentes sugerem uma porcentagem menor que os de 2001 porque analisam blocos de DNA que diferem entre pessoas, enquanto os anteriores focalizavam diferenças entre bases individuais.   A taxa de 99% é próxima da que cientistas costumam atribuir para a semelhança entre homem e chimpanzé. Mas, levando-se em conta os novos tipos de diferença, a correspondência entre homem e macaco deverá cair para 95%, acredita Venter.

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