Do subúrbio japonês para São Paulo

Principais shows de j-rock acontecem em eventos de anime

03 de novembro de 2007 | 14h05

O rock japonês vem conquistando a Grande São Paulo através de pequenos shows em Osasco e São Bernardo do Campo, além da Capital, como no festival Macabre, realizado no dia 28 de outubro. O organizador do Macabre, Everton Alves, 22 anos é fã desde 2000. "No começo eram apenas uns gatos pingados e hoje o j-rock está mais popular e mais organizado." Para Alves, o crescimento do público se deve as bandas covers, que tocam os sucessos de X Japan, Gazzete e Larc'en Ciel em eventos de anime e fizeram com que os apreciadores desses desenhos japoneses começassem a gostar e conhecer mais essas músicas. - A invasão do J-Rock - Expoente do j-rock toca no Brasil em novembro Danieli Castro, de 21 anos passou o ano de 2006 no Japão para pesquisar a origem e a moda do j-rock. Em sua pesquisa, visitou o bairro de harajuku, localizado na cidade de Tóquio. Lá, no final da década de 80 começaram as primeiras manifestações do j-rock. "É um lugar chocante, são costumes muito diferentes, os jovens se vestem como as bandas, usam maquiagem bem pesada e ficam vagando pelo bairro", contou.  O bairro é um dos pontos mais freqüentados por turistas em Tóquio e esses jovens vestidos de maneira exótica posam para as fotos de turistas curiosos. A pesquisadora acredita que a influência do rock norte-americano dos anos 70, de bandas como o Kiss, aliada a manifestação contra a repressão sofrida pelos estudantes japoneses, que muitas vezes são impedidos pela família de mudar seu visual na escola são fatores determinantes para o desenvolvimento da cultura j-rock. Danieli também credita a popularidade do rock japonês no Brasil aos eventos de desenho e a divulgação das bandas na internet. "Os j-rockers criaram seu próprio universo, com suas roupas, costumes e gírias".

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