Rodrigo Carvalho/Diário do Nordeste
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Docentes e PMs entram em choque no Ceará

FORTALEZA - Professores da rede estadual e policiais militares entraram em confronto ontem na Assembleia Legislativa do Ceará. A confusão começou quando os docentes, ali acampados desde anteontem, tentaram entrar no plenário, onde deputados votavam texto do governador Cid Gomes que trata do piso salarial da categoria.

O Estado de S. Paulo

30 de setembro de 2011 | 03h02

Os manifestantes foram reprimidos pelos PMs, com cassetetes e sprays de pimenta. O professor Arivaldo Freitas foi ferido na cabeça e teve de ir para o hospital. Outro docente, Clésio Mendes, disse que tentou apaziguar os ânimos e foi detido com a professora Laura Lobato. "Não chegamos a ser presos porque um advogado veio nos ajudar." Ele e Laura estão em greve de fome desde anteontem. "E vamos continuar até que uma proposta de verdade seja feita", disse, criticando a mensagem que acabou sendo aprovada em plenário.

Em nota, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Roberto Cláudio (PSB), pôs a culpa pelo ocorrido na "manifestação violenta de uns poucos".

Segundo os professores, em greve há 56 dias, o texto de Cid Gomes contraria a Lei 12.066 de Cargos, Carreiras e Salários, por beneficiar apenas 134 dentre 30 mil professores, estabelecendo somente para os profissionais de nível médio o vencimento inicial de R$ 1.187.

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