Documentos mostram elo entre Beira-Mar e Mangueira

Fotos e documentos apreendidos pela Polícia Federal durante a Operação Fênix mostram uma estreita relação entre a escola de samba Mangueira, uma das mais tradicionais do Carnaval carioca, e o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Durante sua festa de casamento, organizada pela noiva em outubro, o presidente da Mangueira entregou uma placa homenageando o casal. Beira-Mar não participou da festa, no dia 20 de outubro, porque está preso. Ritmistas da bateria da escola animaram o evento. O casamento foi realizado na penitenciária federal de Campo Grande (MS)."O Grêmio Recreativo Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira parabeniza os nubentes Jacqueline Alcântara de Moraes e Luiz Fernando da Costa pelo enlace matrimonial", diz o texto da placa. O presidente da Mangueira, Percival Pires, que aparece em fotos apreendidas pela PF entregando o diploma a Jacqueline, não quis se pronunciar.O delegado-chefe da Divisão de Repressão aos Entorpecentes da PF do Rio, Victor Cesar Carvalho dos Santos, afirmou que a quadrilha de Beira-Mar tem estreitas ligações com o tráfico no Morro da Mangueira, em São Cristóvão, no Rio. Segundo ele, no entanto, não há elementos que justifiquem uma investigação sobre a ligação da escola de samba com o tráfico.A Mangueira é hoje o principal entreposto de drogas do Comando Vermelho, facção criminosa à qual pertence Beira-Mar. Segundo a polícia, o morro tem servido de base para reuniões de chefes da facção criminosa. A mulher de Beira-Mar foi presa na semana passada, durante a operação Fênix, com outras 21 pessoas acusadas de fazer parte da quadrilha de Beira-Mar. É nessa favela, segundo a polícia, que está escondido Marcelo da Silva Leandro, o Marcelinho Niterói, homem forte de Beira-Mar.

FABIANA CIMIERI, Agencia Estado

28 de novembro de 2007 | 19h50

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