Doenças do amianto não ocorrem mais no País, diz setor

O Instituto Brasileiro do Crisotila (IBC) classificou como "parcial" o conteúdo do relatório do Grupo de Trabalho do amianto, que deve ir a votação na quarta-feira. "As conclusões do dossiê nos deixam preocupados, pois não refletem a atual realidade do uso seguro que o Brasil faz do mineral", afirma Marina Júlia de Aquino, presidente executiva do IBC. Segundo ela, o relator do dossiê, deputado Edson Duarte (PV-BA), já havia tomado posição contrária ao uso do amianto antes da elaboração do relatório.

Andrea Vialli, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2010 | 00h00

"Não existe um reconhecimento da realidade atual do setor, que investiu em controle, em segurança do trabalhador", diz Marina. "Não existem registros de doenças ligadas ao amianto desde a década de 1980", completa.

Segundo ela, os casos de doenças relatados no dossiê por ex-trabalhadores da indústria refletem são fruto da falta de cuidado com o mineral que ocorreu no passado.

"A tecnologia de controle foi aplicada a toda cadeia produtiva, o que nos leva a afirmar que as doenças do amianto estão erradicadas no Brasil", diz Marina. "Esse relatório tende a falar do passado."

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