Doenças do coração lideram mortes entre homens no Brasil--estudo

Doenças isquêmicas do coração, doenças cerebrovasculares e homicídios são as principais causas de mortalidade entre os homens brasileiros, mostrou um estudo do Ministério da Saúde divulgado nesta quinta-feira. Entre as mulheres em idade fértil do país, as neoplasias (grupo de patologias que reúne vários tipos de câncer) e doenças do aparelho circulatório são as principais responsáveis pela mortalidade, segundo a publicação "Saúde Brasil 2007". Os dados são do ano de 2005. O estudo mostra que das 1.003.350 mortes ocorridas em 2005, 582.311 foram de pessoas do sexo masculino, o que representa 57,8 por cento do total. As doenças isquêmicas do coração, grupo que inclui o infarto agudo do miocárdio mataram 49.128 homens no ano. 45.180 morreram em decorrência de doenças cerebrovasculares e 43.665 morreram por homicídios. Os homicídios dobraram desde 1980, quando representavam 23,4 por cento das mortes no sexo masculino. Em 2005, essa taxa subiu para 47,2 por cento. O capítulo "Perfil da Saúde do Homem", que descreve os motivos e tendências de mortalidade entre os homens entre os anos de 1980 e 2005, mostra que as doenças do aparelho circulatório, motivos externos (homicídios e acidentes de transporte) e neoplasias são os principais responsáveis pela mortalidade entre homens da faixa etária entre 15 e 59 anos. MULHERES E NEGROS Responsáveis por 20,7 por cento das mortes de mulheres entre 10 e 49 anos no ano de 2000, as neoplasias passaram a representar 23 por cento das mortes nesse grupo em 2005. Os diferentes tipos de câncer superaram as doenças do aparelho circulatório, que tiveram uma redução de 23,3 por cento para 21,1 por cento no período, passando a ocupar o segundo lugar no ranking de mortalidade feminina. No terceiro lugar estão as causas externas, como agressões por armas de fogo, acidentes com veículos e atropelamentos. Entre as causas específicas de morte, o estudo do ministério mostra que doenças como o Acidente Vascular Cerebral (AVC), o infarto do miocárdio e a hemorragia intracerebral são as que mais matam mulheres em idade fértil, com uma taxa de 7,5 por 100 mil mulheres. O estudo ainda mostra que pessoas de cor negra têm mais risco de morte por homicídio que as de cor branca em 25 Estados e no Distrito Federal. "Apenas no Paraná o risco é semelhante para brancos e pretos", diz o Ministério da Saúde em nota. Na Paraíba as notificações de mortes de negros por homicídio revelaram uma taxa de 30,2 óbitos por 100 mil. Para os brancos, o índice foi de 3,3. O Estado tem o maior risco de morte por assassinato para negros: nove vezes maior em relação aos brancos. (Por Pedro Belo)

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