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Dois candidatos disputam votos dos egípcios para segundo turno

Muitos eleitores consideram doloroso ter de escolher entre um integrante do aparato islamista e um político que integrou o regime de Hosni Mubarak

REUTERS

27 Maio 2012 | 10h26

Os dois prováveis vencedores do primeiro turno da eleição presidencial do Egito tentaram neste domingo obter o apoio de eleitores desencantados, já que muitos consideram ser doloroso ter de escolher entre um integrante do aparato islamista e um político que integrou o regime de Hosni Mubarak.

Os dois homens procuram suavizar sua imagem, reivindicando o manto da "revolução" que derrubou Mubarak 15 meses atrás e apelando aos egípcios que votaram em candidatos mais centristas no primeiro turno da eleição, realizado na semana passada.

O dirigente do comitê eleitoral, Hatem Begato, disse estar avaliando as queixas de quatro candidatos sobre irregularidades na votação: o segundo colocado, Ahmed Shafia, que foi o último primeiro-ministro do governo de Mubarak, o esquerdista Hamdeen Sabahy, o islamista moderado Abdel Moneim Abol Fotouh e o ex-líder da Liga Árabe Am Moussa.

"Os resultados (da eleição) serão anunciados na segunda-feira ou na terça, no máximo", disse Begato à Reuters por telefone.

Segundo balanço de comitês de campanha e da mídia estatal, Mohamed Mursi, um obscuro integrante da Irmandade Muçulmana, irá provavelmente para o segundo turno com Shafiqq, ex-chefe da Força Aérea que promete restabelecer a segurança no Egito.

Mas Sabahy, que aparece em terceiro, com pouca diferença de Mursi, está contestando sua colocação: "Nós temos a informação de que recrutas votaram ilegalmente", disse ele no sábado à noite a uma multidão de partidários revoltados, no Cairo.

O resultado polarizado até chegou a provocar insinuações, rapidamente rejeitadas pela Irmandade, de que Mursi deveria retirar-se da disputa para permitir que Sabahy dispute o Segundo turno.

"Isso é inconstitucional", afirmou à Reuters Essam el-Erian, líder do Partido Justiça e Liberdade, da Irmandade Muçulmana. Ele acrescentou que se Mursi abandonar a candidatura nesta etapa, Shafiq seria naturalmente o candidato.

(Por Edmund Blair e Marwa Awad)

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