Dois morrem e 68 são mantidos reféns em presídio de SP

Dois presos morreram e pelo menos 68 visitantes, incluindo crianças e mulheres grávidas, são mantidos como reféns desde as 11h desse domingo, 14, por detentos da Penitenciária de Itirapina, no interior de São Paulo.

SANDRO VILLAR, ESPECIAL PARA AE, Agência Estado

15 de julho de 2013 | 08h30

O tumulto começou depois que uma mulher, que visitava o marido, foi barrada durante a revista na portaria. Ele protestou e teve início uma confusão. Os presos não deixaram os visitantes saírem da penitenciária.

Um funcionário do presídio, que pediu anonimato, disse que o que houve foi um desentendimento entre os detentos. "Não é uma rebelião", afirmou, acrescentando que as celas não foram depredadas nem incendiadas.

Os detentos querem que o horário de visitas seja ampliado até as 16 horas. Hoje, o horário termina às 15 horas. Além dessa reivindicação, os presidiários querem ter celulares, segundo a Polícia Militar, que também evitou falar em rebelião e confirmou a morte de dois detentos.

Os reféns continuavam em poder dos presos até a manhã dessa segunda-feira, 16. A negociação com os presos para a libertação dos reféns é feita por policias militares e pela direção do presídio.

Com capacidade para 210 detentos, a Penitenciária de Itirapina possui atualmente 602 presos.

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