Dois norte-americanos dividem Nobel de Economia de 2011

Os norte-americanos Thomas Sargent e Christopher Sims venceram o Prêmio Nobel de Economia nesta segunda-feira por um trabalho que auxilia os governos e bancos centrais a avaliarem respostas diante de crises -- apesar de não oferecer uma solução imediata para os atuais problemas globais.

SIMON JOHNSON E VERONICA EK, REUTERS

10 de outubro de 2011 | 11h05

"Os métodos que eu usei e que o Tom desenvolveu são essenciais para descobrir um caminho para sairmos da confusão", disse Sims por meio de uma conexão via satélite ao evento do anúncio do Nobel, em Estocolmo, na Suécia.

Mas ele alertou que as ferramentas de medição desenvolvidas independentemente por ele e Sargent nos anos 1970 para acessar o impacto de mudanças em políticas e dos choques no sistema econômico não ofereciam soluções rápidas ou simples para e economia global.

"Se eu tivesse uma solução simples para isso eu estaria espalhando para todo o mundo", disse Sims, de 68 anos, que estava na Universidade de Princeton no momento da divulgação do prêmio. "Requer muito trabalho demorado observando os dados, infelizmente."

A Academia Real das Ciências da Suécia, que criou o prêmio, anunciou nesta segunda-feira que os 10 milhões de coroas suecas (1,5 milhão de dólares) seriam entregues em reconhecimento à "pesquisa empírica sobre a causa e o efeito na macroeconomia" e disse que o trabalho realizado pelos dois economistas criava uma base para a análise macroeconômica moderna.

"Uma das principais tarefas da pesquisa em macroeconomia é compreender como ambos, choques e mudanças sistemáticas em políticas, afetam variáveis macroeconômicas no curto e no longo prazo", disse a Academia em comunicado divulgado sobre o prêmio.

"As premiadas contribuições em pesquisa de Sargent e Sims têm sido indispensáveis para esse trabalho."

O trabalho de Sargent tem como foco as mudanças sistemáticas em políticas de governo, enquanto o de Sims está mais voltado para os choques à economia, como o surto nos preços de petróleo, ou a queda brusca em consumo doméstico.

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