Dólar cai 0,28% com volume fraco e atenção à Europa

O dólar encerrou em leve queda ante o real nesta quarta-feira, em mais uma sessão de fraco volume de negócios, com investidores à espera de medidas do Banco Central Europeu para conter a crise da dívida na zona do euro.

DANIELLE FONSECA, Reuters

08 de agosto de 2012 | 18h37

O dólar caiu 0,28 por cento para 2,0222 reais na venda, ainda preso a uma banda informal de 2,0 a 2,1 reais que tem prevalecido no mercado desde o início de julho. Nesta sessão, a moeda oscilou entre 2,0365 reais e 2,0190 reais.

Alguma entrada pontual de dólares pode ter ajudado a moeda estrangeira a encerrar em queda, disseram operadores. Eles ressaltaram, no entanto, que o baixo volume de negócios não permite que nenhuma tendência seja apontada.

"O dólar não foge da gaiola em que está preso e o volume está fraco", disse o operador de câmbio da Renascença Corretora José Carlos Amado. "No exterior também não há nada resolvido e o mercado não consegue buscar uma tendência."

Nas últimas duas sessões, a moeda norte-americana havia fechado em torno da estabilidade, também com volumes baixos e expectativa por ações de estímulo para conter a crise na zona do euro.

Estas expectativas cresceram depois que o presidente do BCE, Mario Draghi, afirmou na semana passada que a autoridade monetária está se preparando para comprar títulos italianos e espanhóis no mercado aberto para reduzir os custos de financiamento destes países.

MERCADO DESANIMADO

A possibilidade de intervenção do banco central no mercado de câmbio tem limitado o espaço para altas ou quedas maiores do dólar frente ao real.

"O mercado não tem muito ânimo para nada, não dá para comprar ou fazer nenhuma operação maior porque não há espaço para isso. Quanto mais próximo de 2 reais, mais possível uma intervenção do BC. O mesmo se subir demais", afirmou o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo.

O mercado tem considerado o nível de 2 reais como um piso informal para a moeda norte-americana após diversas autoridades do governo terem afirmado que um dólar abaixo deste patamar seria prejudicial para a indústria brasileira.

Quando a moeda ameaçou subir acima de 2,10 reais, por sua vez, o BC segurou as cotações por meio de uma série de leilões de swap cambial tradicional, que equivalem a uma venda de dólares no mercado futuro.

(Reportagem de Danielle Fonseca)

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