Dólar cai 0,34% com mercado à espera de medidas de estímulo

O dólar fechou em queda ante o real nesta quarta-feira acompanhando o cenário externo, ante expectativas de que possam ser tomadas medidas de estímulo econômico nos Estados Unidos e também na zona do euro.

DANIELLE FONSECA, Reuters

25 de julho de 2012 | 19h11

O dólar encerrou com desvalorização de 0,34 por cento, cotado a 2,0368 reais na venda. Durante o dia, a moeda oscilou entre 2,0334 reais e 2,0445 reais.

"Estamos acompanhando bastante o cenário externo ultimamente... O grande problema tem sido ainda a Espanha e a Grécia. A economia espanhola ainda está no olho do furacão, mas há pessoas dizendo que talvez ela não precise de um resgate, apenas a recapitalização dos bancos", disse o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo.

A aversão a risco aumentou nos últimos dias nos mercados com a volta de temores de que a Espanha possa precisar de um resgate total e que a Grécia não consiga honrar seus compromissos.

Nesta quarta-feira, no entanto, houve uma pressão por parte de líderes da região para sejam tomadas medidas, como uma supervisão bancária comum. Além disso, um membro do Banco Central Europeu (BCE) se mostrou favorável a dar ao fundo de resgate permanente da Europa uma licença bancária para aumentar sua capacidade de ajudar países em crise.

Essa licença permitiria que o Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (ESM, na sigla em inglês) trocasse títulos que compra para apoiar países altamente endividados por dinheiro novo do BCE, aumentando seu poder de fogo sem fundos adicionais de governos.

Os comentários do membro do BCE levaram o euro a subir ante o dólar pela primeira fez em seis sessões. O dólar também caiu ante outras moedas, o que refletiu no movimento do real.

Às 17h29 (horário de Brasília), o euro tinha alta de 0,80 por cento ante o dólar. A moeda norte-americana, por sua vez, tinha queda de 0,52 por cento ante uma cesta de divisas.

Além das notícias da Europa, voltou a aumentar as expectativas de que o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, possa tomar medidas de estímulo monetário, principalmente depois de dados negativos de moradias.

As vendas de novas moradias para uma única família nos Estados Unidos caíram em junho no ritmo mais rápido em mais de um ano, sugerindo um retrocesso na recuperação do mercado imobiliário.

"Quando volta uma expectativa de atuação mais presente do Fed, com estímulos monetários, o mercado dá um respiro", afirmou o gerente de câmbio.

Galhardo ainda disse que, mesmo acompanhando o movimento externo, a moeda tem oscilado principalmente em torno de 2,03 reais e deve se manter em uma banda informal entre 2 reais e 2,10 reais.

Ele também não vê muito espaço para uma queda maior do dólar ante o real, com o ambiente internacional ainda podendo trazer alguma pressão de alta.

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